A sanha punitivista da Lava Jato nas redes sociais incentiva atentados contra o Poder Judiciário

Os integrantes da Lava Jato deveriam aprender que sair derrotado em processos criminais não autoriza o uso das redes sociais para desmerecer as decisões judiciais superiores ou a sair afirmando que a corrupção está vencendo

(Foto: Rovena Rosa/ABR)

O episódio do ataque com faca contra a Juíza Louise Filgueiras ocorrido nesta quinta-feira (03/10) aconteceu após um surto "contra a corrupção" do Procurador, Matheus Carneiro Assunção, que passou a caçar Desembargadores no Tribunal Regional Federal da 3ª Região em São Paulo após participar de um Congresso de Combate à Corrupção na Administração Pública no prédio do mesmo Tribunal.

O Procurador invadiu gabinetes de Desembargadores para, segundo ele, “combater a corrupção” e “fazer aquilo que Janot não fez”, no caso, assassinar integrantes do Poder Judiciário.

A triste situação alerta para a irresponsabilidade de alguns agentes públicos na condução de processos criminais no Brasil, pois as redes sociais estão sendo usadas por integrantes da Lava Jato para jogar a população contra Juízes, Desembargadores e Ministros que não concordem com as barbaridades praticadas pelos integrantes da força tarefa, especialmente o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que tem sido crítico da Lava Jato.

Os integrantes da Lava Jato deveriam aprender que sair derrotado em processos criminais não autoriza o uso das redes sociais para desmerecer as decisões judiciais superiores ou a sair afirmando que a corrupção está vencendo, pois devemos prezar pela lealdade processual, respeito à Constituição Federal e às decisões judiciais.

Em verdade, punitivismo arbitrário e irresponsável não significa combate à corrupção, que deve ser feito dentro das regras processuais e democráticas, sem que uma das partes busque inflamar a população, que naturalmente não conhece a realidade processual.

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