A solução da crise está na mão do povo

O PMDB é o PMDB de Eduardo Cunha. E o PMDB no poder significa o fim das investigações contra a corrupção no Brasil

Brasília - Presidente da Câmara, Eduardo Cunha durante Sessão extraordinária para discussão e votação de diversos projetos (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Brasília - Presidente da Câmara, Eduardo Cunha durante Sessão extraordinária para discussão e votação de diversos projetos (Antonio Cruz/Agência Brasil) (Foto: Randolfe Rodrigues)

A crise política chegou ao seu momento de maior ebulição. Nesse momento dramático da vida nacional, é necessário que os agentes públicos e as lideranças do País se posicionem. Quero aqui expressar a minha opinião sobre os graves acontecimentos que o Brasil está vivendo.

Em primeiro lugar, eu respeito o legado social do presidente Lula e as conquistas que ocorreram em seu governo. Mas isso não permite que ele esteja acima da lei e de qualquer instituição democrática. Lula é um cidadão como qualquer outro brasileiro.

Considero um grave erro convidar Lula para integrar o primeiro escalão do Governo Federal.

Por outro lado, quero reafirmar o meu total apoio às investigações da Operação Lava Jato. 

Ao contrário do que alguns pensam, a Operação Lava Jato representa um marco importante do combate à corrupção em nosso País.

Nunca antes tínhamos visto donos das maiores empresas brasileiras condenados por corrupção. 

Nunca antes se teve um momento tão intenso de investigação de notórias autoridades políticas como este que estamos vivendo.

Isso também não autoriza que a Lava Jato cometa excessos.

O Estado Democrático de Direito é aquele em que ninguém está acima da lei, ninguém está acima das instituições democráticas.

Se há excessos na Operação Lava Jato, que sejam investigados, apurados e devidamente punidos.

Por outro lado, a Lava Jato não pode dar um passo atrás. Ela iniciou um caminho irreversível no combate à corrupção e no fortalecimento das instituições em nosso País.  

Por fim, eu compreendo que o governo eleito pela chapa PT-PMDB se inviabilizou. 

Eu torço para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) faça, o quanto antes, o julgamento das denúncias que existem sobre a captação ilícita de recursos por parte da chapa Dilma-Temer.

No Congresso Nacional, vamos defender a adoção de propostas de impacto que já estão tramitando aqui, como a revogação popular de mandatos — o chamado recall.

O melhor caminho para esta crise está nas mãos do povo brasileiro.

Cabe ao povo, através do recall, decidir nesse momento de crise se este governo deve continuar ou não.

Com base na decisão soberana do povo brasileiro, pela revogação do mandato da atual chapa presidencial, é que deveriam ser convocadas novas eleições ainda este ano.

Eu não acredito num procedimento de impeachment da presidente Dilma que dê posse ao governo de um partido onde estão alguns dos principais implicados na Operação Lava Jato.

O PMDB é o PMDB de Eduardo Cunha.

E o PMDB no poder significa o fim das investigações contra a corrupção no Brasil.

A solução está nas mãos do povo.

Seja por uma via, seja por outra, que a solução da crise seja levada a sufrágio popular, viabilizada por novas eleições presidenciais no Brasil ainda em 2016. Esta é a minha posição.

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