A teoria do caos falhou

Apesar de todo o lobby para provar que a economia brasileira se dirigia ao precipício em 2013, os fatos apontaram o contrário

O fim do ano se aproxima e com ele uma conclusão: a grande imprensa de oposição aos governos petistas deve ter passado um mal Natal e espero que tenham indigestão no Ano Novo: vão engolir em seco o mico que representou suas previsões agourentas para 2013 porque erraram feio na maioria delas.

Todas as teses de terrorismo econômico da direita travestida de jornalistas cairam por terra. Ao contrário da mídia estrangeira- que depois de pedir a cabeça do ministro Mantega, voltou atrás recentemente dizendo que a conjuntura no país está mudando – a mídia brasileira não fez até agora uma autocrítica de suas análises fatalistas sobre os destinos do país.

Na última sexta, 27, o The Wall Street Journal afirmou que Dilma “está em alta”, depois de mais um leilão bem sucedido para a exploração de uma rodovia federal. Mas convenhamos, se os analistas da imprensa nacional forem tentar se desculpar pelas previsões equivocadas levariam dias fazendo isso.

O que todos podemos ver é que o ano se encerra calmamente, com o comércio vendendo no Natal mais do que os inimigos do Brasil torciam para não acontecer. As vendas do comércio no período cresceram pelo 11º ano consecutivo.

Para a tristeza deles, nenhum apagão ocorreu em datas mais ou menos importantes, apesar das garantias de conhecidos colunistas de que o Brasil estava prestes a sofrer um apagão de energia.

Acho que chegou a hora destes senhores mudarem suas fontes de informação ou a pauta das reuniões onde buscam qual será a catástofre mais provável de acontecer, para que insulflem os ânimos a respeito, de outros veículos e da própria sociedade.

O grande cavalo de batalha dos colunistas econômicos - a inflação fora do controle – também não se concretizou: a inflação deve fechar em 6% em 2013, ou seja, dentro da meta estabelecida pelo Banco Central de até 6,5%.

A ordem reinante na imprensa comercial era pregar que essa meta seria estourada logo no início do segundo semestre e para convencer o público levavam para a telinha os “maiores especialistas“, engravatados de universidades e instituições financeiras.

As capas de Veja e Época e o colar de tomates usado por Ana Maria Braga em seu programa, para aterrorizar as donas de casa de todo o país com a fantasma da volta da inflação, entram agora para a história como algumas das mais rídiculas tentativas de generalizar um problema simplesmente sazonal.

O economista-chefe e sócio do Banco Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, afirmou em palestras que a capacidade do Brasil crescer não ultrapassa os 4% e em  artigos publicados no jornal O Estado de S. Paulo,  pregou o “esfriamento” da economia, deixando claro acreditar que somente o desemprego frearia a demanda e impediria a inflação. Infelizmente ele não está sozinho, outros figurões da economia defendem também a tese do desemprego como política anti-inflacionária.

 O governo, no entanto, está vacinado contra os lobbys do gênero. Quando olhamos para trás o que enxergamos ao final de 2013 é um recorde histórico na geração de empregos, a maior do país desde 2002, com um aumento de massa salarial.

Quase todas as categorias tiveram reajustes acima da inflação com um ganho real em seus vencimentos. Isso sem falar da política governamental de recuperação do salário mínimo dos últimos anos.

Apesar da revista Veja,  entre outro veículos, ter dado espaço a empresários que queriam denegrir a imagem do Brasil junto a investidores internacionais, criticando a montagem dos leilões de concessão de infraestrutura, o resultado foi o melhor possível.

O saldo do leilão do campo de Libra, do pré-sal, em outubro, resultou em bônus de R$ 15 bilhões para o caixa do governo, e a seguir a administração federal leiloou aeroportos e estradas com altos pagamentos pela exploração dos equipamentos e expressivo rebaixamento de pedágios.  

As apostas pessimistas em relação as contas públicas também não aconteceram e elas não mergulharam, em 2013, num rombo profundo, como diziam os comentaristas econômicos lobistas de plantão.

Os números oficiais do ministério da Fazenda, divulgados na sexta-feira, 27 mostram que o superávit primário (receitas menos despesas) alcançou R$ 28,8 bilhões em novembro, chegando a um saldo acumulado no ano de R$ 62,4 bilhões. Com as projeções para dezembro, as contas públicas fecharão no azul acima da meta de R$ 73 bilhões, estabelecida pelo governo.

Para o desespero da direita, apesar de todo o seu esforço em deturpar , a presidenta Dilma Rousseff fecha o ano com a popularidade de seu governo e de si própria em alta.

A mídia comercial brasileira deveria fazer como nos EUA optar claramente pela defesa de um ou outro candidado e não ficar defendendo interesses inconfessos, pregando teses impatrióticas.

Nestes momentos temos que tirar o chapeu para Delfim Netto, economista que vê os fatos com uma lupa histórica sem histerismos à direita ou à esquerda. Ele afirmou em artigo no jornal Valor Econômico, que o governo continua tendo todas as condições para conduzir sem sobressaltos a economia brasileira no próximo ano, por meio de ações que parecem seguras aos investidores e à sociedade brasileira.

O que me anima é que cada vez mais a grande imprensa deixa de ser hegemônica, diante da proliferação das mídias independentes na internet, onde cada vez mais se discute a realidade e os fatos de interesse da sociedade e não situações criadas pelo interesse de grupos econômicos.

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