Agora é guerra! Impeachment é golpe e chantagem

Não existe mais condições de a presidente abrir mão de seu protagonismo e mandar o mais rápido possível o golpe de conspiradores de direita às favas. Derrotá-los!

A Presidenta Dilma Rousseff recebe os 56 competidores do Brasil na 43ª edição da WorldSkills, a olimpíada internacional de profissões técnicas ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A Presidenta Dilma Rousseff recebe os 56 competidores do Brasil na 43ª edição da WorldSkills, a olimpíada internacional de profissões técnicas ( Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Davis Sena Filho)
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Não há como a presidenta trabalhista, Dilma Rousseff, governar o Brasil sem enfrentar a oposição de direita, de frente, olho no olho, cara a cara, e dizer-lhe: "Quer me derrubar por meio de um impeachment mequetrefe? Quer dar golpe? Então pago para ver! É guerra!" Não existe mais condições de a mandatária trabalhista e do Partido dos Trabalhadores abrir mão de seu protagonismo e mandar o mais rápido possível o golpe de conspiradores de direita às favas. Derrotá-los!

O golpe da classe média coxinha, aliada das elites mais atrasadas do Brasil. A direita que não produz, que não desenvolve o Brasil, recusa-se a pensá-lo e não cuida de seu povo. Enfim foi declarada a guerra, que Dilma, a base do Governo, os partidos de esquerda compromissados com o projeto nacional do PT, os movimentos sociais urbanos e rurais, os sindicatos, os militares e juízes legalistas e os quase 55 milhões de eleitores, que reelegeram a presidente trabalhista não vão compactuar com tal molecagem com o verniz de constitucional.

O golpe de direita, à moda paraguaia, com atores conhecidos e vinculados aos status quo, a explicitar toda sua irresponsabilidade e desrespeito com o Brasil, com a democracia, com o Estado de Direito e com a Constituição. O golpe de direita ovacionado nos plenários do Congresso por golpistas de baixa estatura política, a exemplo de Aécio Neves, Paulinho da Força, Eduardo Cunha, Ronaldo Caiado, Cássio Cunha Lima, Rodrigo Maia, José Agripino Maia, Carlos Sampaio, Roberto Freire, Mendonça Filho, Onyx Lorenzoni, Álvaro Dias, José Serra, dentre muitos outros, além de Fernando Henrique Cardoso, que, medíocre, transformou-se em um anão político, como, inclusive, vai ser retratado pela História.

Políticos de direita que desejam conquistar o poder da forma como puder, mesmo à revelia do que é justo e legal, com o apoio irrestrito de juízes e procuradores, servidores políticos e partidários, que sempre demonstraram ter lado e cor ideológica à direita, como os senhores Gilmar Mendes, Sérgio Moro, Deltan Dellagnol e Rodrigo Janot, um procurador-geral da República que mais uma vez não cumpriu com suas responsabilidades, a permitir que o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, ficasse no poder, mesmo a ser um cadáver político acusado de se envolver com corrupções até a medula.

Um procurador que rapidamente pediu o afastamento do senador do PT, Delcídio Amaral (MS), que ora está preso, juntamente com o banqueiro, André Esteves, dono do Banco BTG Pactual, apoiador contumaz do senador Aécio Neves, bem como o financiador de sua lua de mel em hotel de luxo, em Nova Iorque. Não se compreende o porquê de os tucanos do PSDB, do DEM e do PPS serem inimputáveis no Brasil. Porém, compreende-se, sem sombra de dúvida, que funcionários públicos que ocupam cargo de poder e mando tem lado, e este lado fica à direita do espectro político.

Talvez seja porque a Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal, sem generalizar, consideram o povo brasileiro idiota, que não percebe que algo está errado nos bastidores da Justiça, que não prende, de forma alguma, os tucanos que cometeram crimes, pois protagonistas de dezenas de escândalos de corrupção, de crimes de responsabilidade e tráfico de influência, conforme comprovam os milhares de processos que estão de maneira oportuna e, politicamente, engavetados.

É porque somos todos idiotas, e não percebemos o que está a acontecer no Brasil. Isto mesmo. Somos cegos, mudos, surdos e idiotas, ao ponto de o Brasil ficar submetido a um chantagista da pior espécie, que esperava por votos favoráveis a ele de três deputados do PT, membros da Comissão de Ética. Como não foi possível, bem como a oposição liderada pelo PSDB o jogou para o espaço, com estacas à espera de sua queda, Eduardo Cunha resolveu encaminhar o pedido de impeachment, assinado por um jurista conhecidíssimo e de direita, que responde pelo nome de Miguel Reale Jr.

O outro signatário do golpe, idoso ao tempo que rancoroso e vingativo, é conhecido como Hélio Bicudo, que resolveu, solenemente, jogar na lama ou na lixeira todo seu passado, e, por sua vez, aliar-se à pior direita deste País, porque golpista e irresponsável, inclusive com a estabilidade democrática e institucional. Os filhos do jurista sem juízo o criticaram duramente. O bicudo que na ditadura enfrentou grupos paramilitares de extermínio é considerado pelos seus filhos uma pessoa de caráter vingativo. E deu no que deu: um pedido de impeachment que é um verdadeiro golpe. É simplesmente o fim da picada.

Agora é guerra. E esta guerra tem de ser vencida pelas forças progressistas, legalistas e democráticas deste País. O povo brasileiro, principalmente os milhões de pobres que saíram da miséria e, com efeito, passaram a ter o direito de comer, não compactuam com o golpe de classe média aliada à casa grande de índole escravocrata, que não se conforma de ter perdido a quarta eleição para o PT.

Contudo, Dilma, juntamente com o ex-presidente Lula, tem de mobilizar a sociedade civil organizada para ir aos tribunais, ao Congresso e ao Ministério Público para pressionar contra a desfaçatez e a irresponsabilidade de uma oposição desprovida de projetos e de programas para o País. Não se pode deixar barato. Golpistas tem de ser tratados como golpistas. Como pessoas à margem da legalidade. E por quê? Porque Dilma Rousseff não cometeu crimes, seja o tipo de crime que for. O golpe não vai passar. Os golpistas não passarão. De forma alguma.

Para se dar um golpe em uma presidenta constitucional como a Dilma tem de passar muita água por debaixo da ponte. Não estamos em 1964, em um Brasil praticamente rural, com índices de analfabetismo altíssimos, além de um povo sem nenhuma informação. São outros tempos, de um Brasil industrializado e importante no contexto internacional. Dilma tem café no bule. Impeachment é golpe e chantagem. A guerra recém começou. É isso aí.

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