Agora sim!

A renúncia de Evo Morales provocada pelas pressões das forças golpistas e as reações racistas promovidas pela extrema direita, gerou forte indignação nas camadas mais pobres, que prometem luta na retomada do país

Milhares de camponeses bolivianos entraram na cidade de El Alto, segunda maior cidade da Bolívia, gritando ‘agora sim, guerra civil”, exigindo respeito à Whipala, bandeira típica dos povos andinos a qual opositores atearam fogo.

A renúncia de Evo Morales provocada pelas pressões das forças golpistas e as reações racistas promovidas pela extrema direita, gerou forte indignação nas camadas mais pobres, que prometem luta na retomada do país.

Os manifestantes entraram na cidade armados com paus, soltavam rojões, tocavam vuvuzelas. Confrontos entre policiais e apoiadores de Evo são registrados nas ruas da Bolívia desde a renúncia do presidente eleito que está asilado no México.

O continente passa por transformações que podem levar a uma virada histórica, tanto para a democracia como para as forças reacionárias e imperialistas.

No Chile os manifestantes resistem a quase um mês de protestos contra o regime liberal do Presidente Sebastián Piñera, que destruiu os direitos de trabalhadores e aposentados, modelo que o Brasil de Bolsonaro e Guedes quer implantar aqui.

Na Colômbia, que junto com o Brasil é um dos braços dos EUA na América Latina, milhares de estudantes de universidades públicas e privadas foram às ruas das principais cidades do país para protestar contra a corrupção na educação e pedir que o governo cumpra os acordos assinados no ano passado.

Os argentinos disseram NÃO ao neoliberalismo de Maurício Macri e elegeram, para assumir a presidência em 10 de dezembro, os peronistas Alberto Fernandéz e a ex-presidente Cristina Kirchner, que podem servir de inspiração para que os uruguayos elejam, dia 24 de novembro, Danil Martinez da Frente Ampla.

Quando Lula, o maior líder da esquerda das Américas, iniciar sua caravana, subir nos palanques e falar com a população, a chapa vai esquentar. Bolsonaro deve endurecer, as instituições ficarão sob ameaça e poderemos entrar em uma atmosfera de muita polarização. A liberdade, a democracia e a soberania valem a luta.

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