Alckmin visitará prefeito preso de Osasco?

O governador Geraldo Alckmin foi um dos principais apoiadores do "jovem empresário" Rogério Lins no segundo turno da eleição para a prefeitura de Osasco, na região metropolitana de São Paulo. Surfando na onda antipetista e com um discurso "contra os velhos políticos e contra a corrupção"

Brasília- DF- Brasil- 30/01/2015- O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin concede entrevista acompanhado dos ministros, Aloizio Mercadante e Izabela Teixeira, após reunião com a presidenta Dilma Rousseff (José Cruz/Agência Brasil)
Brasília- DF- Brasil- 30/01/2015- O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin concede entrevista acompanhado dos ministros, Aloizio Mercadante e Izabela Teixeira, após reunião com a presidenta Dilma Rousseff (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Altamiro Borges)

O governador Geraldo Alckmin foi um dos principais apoiadores do "jovem empresário" Rogério Lins no segundo turno da eleição para a prefeitura de Osasco, na região metropolitana de São Paulo. Surfando na onda antipetista e com um discurso "contra os velhos políticos e contra a corrupção", o candidato do nanico PTN venceu a disputa com 61,2% dos votos, derrotando a longa administração do PT na cidade. Neste domingo (25), porém, Rogério Lins desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos e se entregou à Polícia Federal. Ele é acusado de empregar funcionários fantasmas durante seu mandato como vereador. Como dizem, os mais imorais são os falsos moralistas. 

De acordo com o boletim de ocorrência, o novo prefeito chegou da sua viagem a Miami, nos EUA, às 5 horas da manhã e foi encaminhado diretamente à Delegacia de Polícia de Atendimento ao Turista (Deatur). Na sequência, ele foi enviado para a Cadeia Pública de Osasco. Segundo matéria do portal G1, do Grupo Globo, "Rogério Lins estava foragido desde o dia seis de dezembro, quando teve a prisão preventiva decretada pela Justiça em mais uma fase da Operação Caça-Fantasmas... Ele e seis vereadores reeleitos são acusados de contratar funcionários públicos fantasmas que não apareciam para trabalhar. Segundo o Ministério Público, os políticos ainda ficavam com parte dos salários".
 
Segundo o chefe da Operação Caça-Fantasmas, o promotor Gustavo Albano, o esquema criminoso desviou R$ 21 milhões dos cofres públicos. Mais de 200 pessoas já foram afastadas de seus cargos cautelarmente pela Justiça, a pedido do Ministério Público de São Paulo. Como lembra o G1, o novo prefeito de Osasco, de 38 anos, "disse após saber de sua vitória que irá 'tocar a prefeitura' como fez com suas empresas. 'Eu tive duas empresas na cidade, foram muito bem sucedidas'. Lins ainda disse que quer 'respeitar o dinheiro público da nossa população, é tolerância zero com a corrupção'". O G1 - por motivos óbvios - não cita o apoio do grão-tucano Geraldo Alckmin ao novo presidiário.
 
Bastaria consultar o site do então candidato. Lá aparece com destaque: "Rogério Lins foi recebido no Palácio dos Bandeirantes pelo governador Geraldo Alckmin que declarou apoio a sua candidatura na disputa pela prefeitura de Osasco. A parceria vai trazer investimentos do governo do Estado nas áreas de saúde, inclusive com a construção de uma AME. Segurança, saneamento, projetos habitacionais, infraestrutura, também estão inclusos. 'O restabelecimento dessa relação será primordial para o desenvolvimento e o futuro da nossa cidade', afirma Rogério". No mesmo site, o falso moralista ainda afirma: "Osasco merece respeito. Vamos ser intolerantes com a corrupção e o desvio de dinheiro público. Vamos resgatar a confiança das pessoas". 
 
Além da ajuda entusiástica de Geraldo Alckmin, o novo presidiário contou com o apoio do presidente da Fiesp, Paulo Skaf - o homem dos patos amarelos que enganou tantos "midiotas" - e do também "empresário" João Doria, eleito prefeito na capital paulista. Será que esta turma vai visitá-lo na cadeia?

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