Alta da gasolina e os bons ventos na América Latina

Nada irá salvar a população, nesse momento, da constante alta dos preços

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(Foto: REUTERS/Adriano Machado)


A população encontra as altas desenfreadas nos combustíveis, que reflete em toda cadeia de produção até o consumidor. O maior índice foi de nove reais no Rio de Janeiro. E a corrida para diminuir o preço nas bombas, atropela decisões racionais por parte do governo, pois como preços estão atrelados ao mercado internacional, temos uma inflação galopante que está gerando irritação e indignação, que está se mostrando o ponto de queda nas pesquisas da reeleição de Bolsonaro. Essa pedra no sapato, que apenas privilegiava os sócios da empresa, agora cobrará nas urnas essa política neoliberal de extrema-direita.

Não obstante os militares estão a toda para tentar descredibilizar as eleições, como nos Estados Unidos e talvez ter algum tipo de intervenção no sistema eleitoral. Haja vista os bons ventos na América Latina, onde a esquerda tem vencido em todas as partes, justamente por problemas gerados ao povo por governos neoliberais e golpes financiados pelos americanos. Por conta dos preços de ônibus, que começou a reboque do protesto que culminou o golpe contra Dilma. O presidente está de olho nessa mudança por toda região e está se sentindo acuado. Recentemente a população no Equador provocou protestos violentos contra a política de preços dos combustíveis do governo conservador de Guillermo Lasso. 

Por conta de todo esse revés que vem sofrendo, Bolsonaro opta por atacar a Petrobrás e se posicionar como vítima do sistema. Não existe solução que não seja na política acertada na época de Temer, que apenas beneficia os acionistas. Ano que vem, a Petrobras fará 70 anos de existência, sempre no meio de grandes polêmicas políticas, porém, um orgulho nacional. pioneira na exploração de petróleo em águas profundas, tendo no seu corpo profissional os melhores engenheiros e cientistas trabalhando, foi a criado para garantir o monopólio do setor petrolífero no Brasil e no mundo. Assim como outros países produtores de petróleo, essa Autossuficiência é importante para o país e péssimo para empresas estrangeiras como Esso e Texaco.

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Ainda na década de 30, Monteiro Lobato estava estreitando as relações com o engenheiro do petróleo Karl Werner Frankie, suíço imigrado. Nessas trocas de cartas, Lobato aprendeu alguns termos técnicos-geológicos e começou sua cruzada  com críticas contundentes ao Código de Minas de 1934. É o autor da  frase para a campanha do petróleo: “O petróleo é nosso”. Chegou a escrever a obra O Poço do Visconde, de 1937. A situação anteriormente era dominada pelos Estados Unidos que faziam toda extração e depois revendiam para o Brasil, sendo que engenheiros ligados à Standart Oil atestarem para o Brasil que não havia petróleo no país. 

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As petroleiras americanas ficavam aproximadamente quase tudo que tinham alcance. Hoje, para importar petróleo e insumos e derivados, seria muito pior e essa autossuficiência sempre foi importante para o mercado interno brasileiro.  Com a criação da Petrobras, tivemos essa autonomia. Porém, a regulação e os altos valores arrecadados na empresa alargaram os olhos alheios. Com o pré-sal no Brasil, as petroleiras decidem retomar a América do Sul, pois a soma do petróleo da Venezuela e do Brasil supera a reserva do Oriente Médio. E deu no que deu. Hoje, a Petrobras, com economia mista, dá um pequeno gostinho de como seria uma empresa do porte e importância dela se daria sendo totalmente privatizada. Toda a pressão, com inúmeros presidentes da empresa depostos, fakenews em grupos bolsonaristas, ataques por todos os lados do governo e agora tentativa de privatização à força no Congresso. Nada irá salvar a população, nesse momento, da constante alta dos preços e a História é uma senhora inculta que apenas enxerga civilizações se matarem. Mais tarde, a inteligência humana cobrará uma indenização. 

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