Ao defender grampo ilegal, Moro reforça ideia de que se acha acima da lei e que defende a impunidade no Brasil

A entrevista do juiz Sérgio Moro ao programa Roda Viva, da TV Cultura, além de reforçar aquilo que o país já conhecia dele, que se trata de um juiz extremamente vaidoso, deixou uma dúvida: Moro se julga acima da lei ou ele tem "convicção" da impunidade no Brasil? Ou as duas coisas?

A entrevista do juiz Sérgio Moro ao programa Roda Viva, da TV Cultura, além de reforçar aquilo que o país já conhecia dele, que se trata de um juiz extremamente vaidoso, deixou uma dúvida: Moro se julga acima da lei ou ele tem "convicção" da impunidade no Brasil? Ou as duas coisas?
A entrevista do juiz Sérgio Moro ao programa Roda Viva, da TV Cultura, além de reforçar aquilo que o país já conhecia dele, que se trata de um juiz extremamente vaidoso, deixou uma dúvida: Moro se julga acima da lei ou ele tem "convicção" da impunidade no Brasil? Ou as duas coisas? (Foto: Paulo Pimenta)

A entrevista do juiz Sérgio Moro ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite da última segunda-feira (26), além de reforçar aquilo que o país já conhecia dele, que se trata de um juiz extremamente vaidoso, deixou uma dúvida: Moro se julga acima da lei ou ele tem "convicção" da impunidade no Brasil? Ou as duas coisas?

Sem qualquer constrangimento, Moro pregou o desrespeito à Constituição Federal ao defender, novamente, o grampo e a divulgação ilegal que cometeu contra a figura institucional do Presidente da República, como fez contra Dilma Rousseff. E fez isso com a tranquilidade de um bandido que confessa um crime diante das autoridades e das câmeras de TV sem qualquer preocupação com o ordenamento jurídico do país e suas implicações.

Na época, em março de 2016, Moro vazou para imprensa uma conversa da presidenta Dilma com Lula, horas após o anúncio oficial do nome do ex-presidente como chefe do gabinete da Casa Civil do governo federal, para criar uma convulsão institucional e social no país.

Em sua defesa, Moro alega que o uso da mídia e de vazamentos para a imprensa era, em outras palavras, uma forma de evitar pressões na Lava Jato. Mas pelas posições e ações do juiz do Paraná, é muito mais plausível acreditar que o conluio entre Moro, Globo e demais veículos da grande mídia era na verdade para blindá-lo de responder por suas ilegalidades perante a opinião pública e para, a seu bel-prazer, manipular a Justiça com objetivos políticos.

Como bem disse Dilma Rousseff a respeito desse episódio, Moro deveria estar preso. "Em qualquer país do mundo, dito de democracia avançada, uma pessoa que gravasse o presidente da República sem autorização seria presa".

Enquanto isso, Moro viaja o Brasil indo a programas de televisão pregando o desrespeito à Constituição Federal, com a benção do Conselho Nacional de Justiça que se nega, desde 2016, a julgar uma representação de parlamentares do PT e PCdoB sobre interpretação telefônica ilegal da presidenta da República.

Como se não bastasse pregar a defesa do grampo ilegal, Moro, sem desfaçatez, defendeu ainda o auxílio-moradia como um "jeitinho", um "penduricalho" para compensar a falta de reajuste salarial.

Ao defender jeitinhos para burlar a lei, Sérgio Moro, em sua busca por holofotes da mídia, fez um serviço ao país ao revelar sua verdadeira face: julga-se inalcançável pelas leis brasileiras e, a partir disso, crê na sua própria impunidade.

A democracia brasileira, o Sistema de Justiça e o ordenamento jurídico do nosso país há muito vêm sendo pisoteados e ridicularizados pelo juiz Sérgio Moro. Isso não é nenhuma novidade; a novidade é que, ontem, isso foi feito na TV ao vivo para milhões de brasileiros. Sem nenhuma cerimônia.

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