Ao lado dos atletas, Lula e Dilma merecem palmas pelo Pan

"Se cada medalha é fruto do esforço e do talento de cada atleta, o desempenho coletivo dos brasileiros em Lima é inseparável dos programas de apoio do esporte de alto padrão criados pelos governo Lula e Dilma", escreve Paulo Moreira Leite, do Jornalistas pela Democracia. "Entre 2003 e 2016, o país chegou a construir um dos maiores programas de apoio oficial ao esporte do planeta"

Paulo Moreira Leite, para o Jornalistas pela Democracia - Num país merecidamente empolgado com o espetacular desempenho de nossos atletas no Pan Americano de Lima, o melhor da história, a vitória nos esportes não pode se transformar numa derrota de nossa memória cultural e política. 

Há vários anos o desempenho brasileiro em competições internacionais de alto padrão, como Jogos Pan Americanos e Olimpíadas, tem sido marcado por um progresso contínuo e isso não se faz por acaso. Cumpriu-se, no Pan de 2019, o desempenho que fora anunciado em 2015, da mesma forma que a Olimpíada 2016, no Rio, atingiu um patamar espetacular em comparação com os anos anteriores. 

A afirmação de inúmeros talentos que em outras epocas teriam ficado a margem das disputas de primeira linha pela absoluta falta de apoio para competir  é fruto de um esforço deliberado de apoio ao esporte de alto desempenho promovido pelos governos Lula e Dilma. O mesmo país que deu origem ao Bolsa Família, um programa exemplar de combate a pobreza, também colocou de pé o Bolsa Atleta, iniciado ainda na gestão de Agnelo Queiróz, primeiro ministro de Esportes, que chegou a ser um dos maiores -- se não o maior -- programa oficial de patrocínio esportivo do planeta. 

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Pelos números de 2016, eram 6.152 atletas em vários níveis de aprendizado, com custos anuais de R$ 60 milhões em valores da época. Divididos em seis categorias, numa fase inicial eles  tinham direito a uma ajuda de custo de R$ 310, para atingir R$ 5 000 e R$ 15 000 nos patamares mais elevados, sempre em valores de três anos atrás. Assim, nada menos que 77% dos 465 atletas presentes à Rio-2016 contavam com esse tipo de auxílio. 

Essa postura também incluiu uma colaboração efetiva com as Forças Armadas, que chegaram oferecer auxílio cotidiano a centenas de atletas civis que se valem de um convênio com o Ministério dos Esportes para receber 13. salário, soldo militar -- e de quebra reforçar o atuação do país em Olimpíadas Militares, onde o Brasil também se tornou  uma força em ascensão. 

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Ricardo Leyser, que foi Secretário Nacional de Esportes no governo Dilma, disse em entrevista ao 247, em 2016, que "o esporte está deixando de ser uma prática de elite para se tornar acessível a um número cada vez maior de brasileiros". 

A presença quase permanente de brasileiros no podium de Lima confirma essa avaliação. Como tantas outras esferas da existência humana, o desempenho esportivo de um país está diretamente ligado as oportunidades oferecidas ao conjunto da população, em especial às camadas menos favorecidas, que possuem uma inesgotável reserva de talentos e capacidades a espera de uma oportunidade. 

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