Arquive-se a Argentina, olhemos o Uruguay!

A vitória da Frente Ampla é fundamental para o reagrupamento das forças progressistas na América Latina, que tem se manifestado nas ruas no Chile, Equador e Peru, resistido na Venezuela e Bolívia, com a reeleição de Evo Morales

(Foto: Reuters)

Com a reintegração da Argentina ao mundo civilizado com a eleição da chapa Frente de Todos, com Alberto Fernández e Cristina Kirchner, olhemos com atenção para o segundo turno das eleições no Uruguay.

A Frente Ampla, partido que trouxe estabilidade econômica, social e avanços em desenvolvimento humano, tenta a sucessão com Daniel Martínez, contra o candidato do Partido Nacional de Centro Direita, Luis Lacalle Pou.

Há quinze anos governando o Uruguay, a Frente Ampla terá dificuldades no segundo turno marcado para o dia vinte e quatro de novembro. O Partido Colorado e o Partido conservador Cabido Aberto, já se vincularam ao Candidato do Partido Nacional.

A Frente Ampla governa desde 2005, o Partido elegeu duas vezes o atual presidente Tabaré Vásquez e José Pepe Mujica, que se elegeu ao Senado. Martínez pediu a seus militantes para redobrarem o trabalho. A Frente Ampla perdeu a maioria parlamentar e deve disputar o segundo turno sozinha.

Os uruguaios, além de elegerem presidente e Parlamento, rejeitaram referendo sobre a criação de uma guarda nacional, com capacidade de colocar nas ruas dois mil militares para o reforço da segurança pública.

A vitória da Frente Ampla é fundamental para o reagrupamento das forças progressistas na América Latina, que tem se manifestado nas ruas no Chile, Equador e Peru, resistido na Venezuela e Bolívia, com a reeleição de Evo Morales.

O Brasil está se isolando no continente, preferiu o caminho da submissão que o torna simples colônia, diminuindo seu compromisso histórico com seus parceiros latinos. O fato mais emblemático das eleições argentinas e que enfatiza a relevância do Brasil no contexto, foi quando o presidente eleito Alberto Fernández pediu Lula Livre em seu primeiro pronunciamento, sendo seguido pelo coro tradicional que pede a liberdade do ex-presidente brasileiro.

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