As deslealdades e traições na política

Lula foi um grande presidente e está em um momento difícil, mas precisamos pensar o Brasil para não cometermos mais erros como, por exemplo, ver no segundo turno figuras como Bolsonaro e Alckmin. Afinal não podemos ser uma esquerda que a direita gosta como profetizou Darcy Ribeiro

Pré-candidato presidencial Ciro Gomes (PDT) em entrevista à Reuters no Rio de Janeiro 15/03/2018 REUTERS/Sergio Moraes
Pré-candidato presidencial Ciro Gomes (PDT) em entrevista à Reuters no Rio de Janeiro 15/03/2018 REUTERS/Sergio Moraes (Foto: Henrique Matthiesen)
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O momento contemporâneo requer muita responsabilidade da esquerda brasileira que vive em um momento de defensiva, onde o embaralhado cenário político, não permite bravatas ou fanfarrices.

O apequenamento de alguns líderes, que demonstram um profundo analfabetismo histórico, somado a uma soberba irrefletida, contribui para aprofundarmos, ainda mais, a crise da esquerda.

O patrulhamento político de setores inconformados com a conjuntura política, desfavorável ao seu partido, digo PT, contra Ciro Gomes, beira a irresponsabilidade com o país.

Confunde-se muita aliança e solidariedade com submissão, resignação, vassalagem, entre outros adjetivos impróprios para o momento.

A autocrítica é salutar para o crescimento e para o amadurecimento das forças políticas; nenhum partido político, hoje, tem o direito de se colocar acima da sociedade brasileira - que passa por um grave momento-, onde a soberania nacional é atacada, onde os direitos sociais são suprimidos, onde o fascismo cresce.

Verificar a história pretérita é um bom exercício: podemos começar, por exemplo: com o governo de Brizola, no estado do Rio de Janeiro, onde a oposição ferrenha do PT ajudou a eleger Moreira Franco contra o PDT; e como conseqüência, tivemos o desmantelamento dos CIEPs.

Podemos, ainda, lembrar a não solidariedade dos companheiros ao Governador Jackson Lago, do estado do Maranhão, que foi cassado por artimanhas judiciais da família Sarney.

Também podemos recomendar a lembrança do ato grandioso e sublime de Leonel Brizola, ao ser vice de Lula nas eleições de 1998 à presidência da república.

É prudente não esquecermos que Ciro Gomes foi ministro da Integração Nacional e corresponsável pela transposição do Rio São Francisco, no Governo Lula.

Razoável não ignorar a posição firme de Ciro Gomes contra o golpe que a Presidente Dilma sofreu em 2016.

Oras! Quem traiu o PT e o Brasil foi Michel Temer, aclamado para ser vice-presidente de Dilma; outros infiéis foram Romero Jucá, líder dos Governos do PT no Congresso Nacional; como esquecer Renan Calheiros, José Sarney, Eunício de Oliveira, entre tantos outros aliados dos companheiros.

Todos esses passaram, tranquilamente pelos critérios rigorosos, de hoje indignados companheiros, isso sem esquecer Marta Suplicy, Delcídio do Amaral, Helio Bicudo, dentre outros.

Fatos esses que não permitem tamanha altivez dos companheiros. Ser solidário não é se calar sobre os equívocos e erros cometidos.

Lula foi um grande presidente e está em um momento difícil, mas precisamos pensar o Brasil para não cometermos mais erros como, por exemplo, ver no segundo turno figuras como Bolsonaro e Alckmin.

Afinal não podemos ser uma esquerda que a direita gosta como profetizou Darcy Ribeiro.

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