Assassinato como método

Será que interessa aos golpistas revelar que seus vassalos estão tão ou mais envolvidos que o PT na lógica nefasta do financiamento empresarial de campanha? Será que aos senhores dos golpistas e seus interesses interessa envolver seus fiéis vassalos?

Assassinato como método
Assassinato como método (Foto: Pedro França/STF)

A tese. O substantivo masculino MÉTODO significa procedimento, técnica ou meio de fazer alguma coisa de acordo com um plano.

O Golpe de 2016 observou um método sobre o qual já escrevi aqui no 247 (1, 2, 3) e a recente morte do Ministro Teori Zavascki é, para muita gente, apenas mais um movimento desse meio de concluir-se o projeto golpista.

O projeto golpista é: colocar em prática a agenda liberal, derrotada em 2002, 2006, 2010 e 2014 nas urnas; privatizar a Petrobrás, a EBCT, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, além de demolir mais de meio século de conquistas dos trabalhadores e obrigar o trabalhador a seguir pagando os privilégios da aristocracia corrupta e seus super-salários.

Mas será que interessa aos golpistas revelar que seus vassalos estão tão ou mais envolvidos que o PT na lógica nefasta do financiamento empresarial de campanha? Será que aos senhores dos golpistas e seus interesses interessa envolver seus fiéis vassalos?

Um pouco de História. É impossível não fazermos um paralelo entre a morte do simpático, mas não santo, ministro e a morte do presidente João Goulart, deposto em 1964 e morto em 6 de dezembro de 1976 no exílio.

Jango teria sido assassinado no âmbito da Operação Condor, essa é a firme convicção de sua família. Aliás, é necessário o paralelo entre a morte de Teori e suas circunstâncias, com a morte de Jango, Carlos Lacerda e JK.

Os golpistas de então (a elite e as Forças Armadas) seriam os responsáveis pelas mortes dos três maiores líderes políticos do País, pois num intervalo de dez meses os ex-presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart e o ex-governador Carlos Lacerda morreram, exatamente quando se fortalecia a chamada "Frente Ampla", cujo objetivo era restaurar a democracia.

Teori Zavascki, que homologaria as tais delações da Odebrecht, na primeira semana de fevereiro está morto. Teria sido assassinado?

Conclusões. Realmente não sei e não estou a afirmar que Teori foi assassinado, isso a História revelará, mas é possível afirmar que o conteúdo das delações atingirá cerca de um quarto da Câmara e mais da metade do senado, o golpista que ocupa o Palácio do Planalto (citado 43 vezes nas delações ), o "santo" inquilino do Palácio dos Bandeirantes e o Chanceler do governo golpista, além de figuras como o eterno Neto de Tancredo Neves, filho de deputado arenista, outros grã-duques da política servil do país e alguns líderes do campo progressista, corrompidos e encantados num mundo que nunca lhes pertenceu.

Talvez esses e outros canalhas de menor patente, mas não menos vis, estejam respirando aliviados com o tempo que ganharam como registrou, sem qualquer constrangimento, o Ministro chefe da casa civil do governo golpista.

Ficam as questões acima para reflexão e resposta do tempo. Enquanto isso seguimos resistindo ao golpe, lutando contra a intolerância e defendendo a Frente Brasil Popular, espaço e instrumento para construção da necessária unidade para a ação.

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