Assunção espera as Américas para debater desenvolvimento com inclusão social

De 3 a 5 de junho, o Paraguai receberá com entusiasmo as autoridades e convidados especiais dos países de toda a América que participarão na 44ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA)

Do dia três ao dia cinco de junho desse ano, o Paraguai receberá com entusiasmo, agrado e emoção as autoridades e convidados especiais dos países de toda a América que participarão em nossa histórica cidade de Assunção, "Madre de Ciudades", da Quadragésima Quarta Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA).

A República do Paraguai deseja receber todas as delegações com a mais grata cordialidade e hospitalidade que caracteriza o povo paraguaio, participar da riqueza do debate que augura este encontro, assim como da solidariedade e cooperação interamericana, que refletem a fortaleza de nossa América e de nossa Organização.

Como tive a oportunidade de manifestar no mês de março, na cidade de Washington D.C., diante do Conselho Permanente, por ocasião da apresentação oficial do lema "Desenvolvimento com Inclusão Social", que o Paraguai propôs para esta 44º Assembleia, é muito significativo que a Organização se reúna em Assunção, já que a OEA esteve presente em momentos difíceis de nossa história recente, desde o inicio, em 1989, de nosso caminhar em direção à consolidação democrática.

O Paraguai transita prudente, mas firme, o caminho para o desenvolvimento sustentável, priorizando a inclusão social. Hoje, com satisfação vemos o crescimento experimentado nos últimos anos. Pertencemos a uma região que vem construindo um progressivo aumento na qualidade de vida de seus habitantes. Somos conscientes que este momento de crescimento econômico sem dúvidas deve servir para que a região esteja mais integrada e aproveite os benefícios que produza o momento econômico, que mostram as estatísticas do hemisfério.

Sem embargo, também vemos que este progresso não chega a todos, e essa é uma situação que já não pode seguir acontecendo em nossa região, posto que, não obstante os resultados alcançados ainda não se puderam superar as graves situações da pobreza existente assim como a desigualdade. Acreditamos enfaticamente que o desenvolvimento sem diminuição da pobreza e da desigualdade é um fato injustificável e, portanto, é urgente e imprescindível adotar medidas para mitigar tal situação. A persistência destas desigualdades vai contra a sustentabilidade democrática do nosso continente.

Queremos nos concentrar na educação para o emprego. Muitos dos jovens seguem tendo dificuldades para ingressar no mercado laboral. E para que obtenham um trabalho decente, digno e produtivo, devemos propiciar o espaço adequado para a geração de fontes de ingresso e emprego e incentivar a consolidação dos sistemas de proteção e atenção. O desafio está na geração de oportunidades de educação e emprego para aqueles setores mais expostos e vulneráveis.

O desenvolvimento integral, a democracia e os direitos humanos são elementos interdependentes que se reforçam mutuamente, suas fortalezas e debilidades repercutem proporcionalmente na estabilidade dos governos. Consideramos a educação como um dos eixos essenciais para o desenvolvimento. Todos somos conscientes de que uma justa distribuição de benefícios permitirá otimizar a educação, garantir o acesso à saúde integral e contribuirá à segurança cidadã e à estabilidade democrática.

Com os chanceleres e as delegações presentes em Assunção, tentaremos nos enfocar nos eixos que permitam revitalizar nossos esforços para obter resultados concretos e efetivos no menor prazo possível na erradicação da pobreza e da pobreza extrema, a redução da desigualdade e a exclusão social; o acesso à educação e a garantia da saúde integral. Queremos abordar com todos, num debate aberto e sincero, como caracteriza a nossa organização, os efeitos negativos que estes fatores geram na Democracia e na Segurança Cidadã.

Proporemos também refletir sobre o rol efetivo que a OEA deve cumprir para o desenvolvimento das prioridades assinaladas e a colaboração que o setor privado possa prestar, conforme a responsabilidade social que têm. Estamos certos de que as delegações presentes em Assunção exporão suas experiências que poderão ser compartilhadas com as realidades similares que enfrentamos na região.

Finalmente, a 44º Assembleia Ordinária da OEA será ademais uma ocasião inigualável para conhecer a riqueza de nosso ser nacional, que se forjou através da amálgama hispano guarani, e se traduziu na cultura paraguaia admirada por próprios e estrangeiros, por sua música, sua gastronomia, seu artesanato, seus lugares históricos, suas maravilhas naturais que somadas à hospitalidade do povo paraguaio, permite augurar uma muito feliz estadia no país.

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