Atual administração faz disparar nível de reclamação do plano de saúde (AMS) dos funconários da Petrobrás

Na administração de recursos humanos, em qualquer empresa decente, é recomendada competência e liderança. Na Petrobras atual estes valores foram substituídos por assédio, coação e terrorismo

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INTRODUÇÃO 

Em 28 de abril p.p., o Conselho de Administração da Petrobras aprovou um novo modelo para gestão  da Assistência Multidisciplinar de Saúde – AMS. 

O aprovado estabelece que a gestão da AMS Petrobras será executada por uma associação civil em substituição da atual administração direta.  

Segundo a Companhia “assim a AMS poderá melhorar os serviços e tornar mais ágil o atendimento aos beneficiários, aumentando a qualidade, que hoje é motivo de um grande número de reclamações (2.595 em 2019)”  

A Companhia informa também que “estima-se que haja uma redução de custos da ordem de R$ 6,2 bilhões nos próximos dez anos “ 

Tais alterações estão sendo implementadas contrariando o Acordo Coletivo de Trabalho 2019/2020 e à revelia de seus mais de 284 mil participantes, que sequer foram consultados.  

NUMEROS CONFLITANTES 

A AMS acaba de informar aos participantes do plano que à partir de julho/2020 serão efetuadas cobranças extras para cobrir o déficit de 2019 

O relatório de 2019 da AMS recentemente divulgado que copio a seguir :

file:///C:/Users/ARQUIVOS/Downloads/RelatorioAnualAMS2019%20(9).pdf 

Mostra discrepâncias injustificáveis nos números apresentados conforme relatei em recente artigo “AMS cobra déficit 2019 que não existiu ?” 

https://www.aepet.org.br/w3/index.php/conteudo-geral/item/4787-ams-cobra-deficit-2019-que-nao-existiu 

Os números mostram que não existiu um déficit em 2019 e sim um pequeno superávit. 

Por outro lado se comparamos os dados do relatório da AMS com os registrados nos balanços da Petrobrás as diferenças são gritantes. 

Fica claro que nenhuma cobrança poderia ser efetuada antes que estes dados sejam analisados, cotejados, e muito bem explicados.   

RECLAMAÇÕES DISPARAM 

A mineradora Vale S.A., empresa privatizada em 1995, até hoje mantém seu plano de saúde sob administração direta. Recentemente fez uma pesquisa de satisfação entre os beneficiários dentro dos parâmetros estabelecidos pela ANS. 

Por que a Petrobrás não faz o mesmo ao invés de querer impor um modelo de gestão que não trará qualquer vantagem efetiva  ?  

A ANS publica regularmente o índice de reclamação referente a cada operadora de plano de saúde.  

O gráfico à seguir mostra o índice do plano da Vale comparado com o indice médio de planos do mesmo porte (dados ANS)   

Vejam que o nível de reclamação do plano da Vale é muito inferior à media.  

Agora vamos ver o gráfico referente ao plano da Petrobrás (dados ANS):

Notem que o nível de reclamação é muito superior e à partir de dezembro de 2019 dispara e supera a media .  

É evidente que o que ocorre é um problema de administração do plano.   

CONCLUSÃO 

Sabemos que os principais problemas com a AMS tiveram início com a publicação da resolução 23ª da CGPAR, em 2018, ainda no governo Temer. 

Sabemos também que a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) elaborou um projeto de decreto legislativo PDC 956/2018 que objetiva anular a resolução 23ª, que se encontra aguardando votação na Câmara Federal . 

Entretanto não devemos ficar aguardando a votação do PDC 956/2018. Antes disto, os dados mostram ser necessária a suspensão liminar da cobrança extra com nomeação de perito para avaliação dos números. 

Na administração de recursos humanos, em qualquer empresa decente, é recomendada competência e liderança. Na Petrobras atual estes valores foram substituídos por assédio, coação e terrorismo.    

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