Azar no jogo, sorte nas urnas

A seleção mexicana deu adeus à copa do mundo da Rússia. No entanto, a derrota não deve abalar a população mexicana, que obteve, ontem, uma vitória secular nas urnas. Em tempos de muros e fechamento de fronteiras, o México elegeu o primeiro presidente de esquerda de sua história

Azar no jogo, sorte nas urnas
Azar no jogo, sorte nas urnas (Foto: REUTERS/Edgard Garrido)

Hoje, a seleção mexicana deu adeus à copa do mundo da Rússia. Os mexicanos, eliminados no quarto jogo nas últimas 10 edições do torneio, perderam a oportunidade de, pela primeira vez, disputar uma quinta partida, ao perder para o Brasil pelo placar de 2x0. Neymar, em tarde inspirada, e Firmino marcaram para a seleção canarinho. No entanto, a derrota não deve abalar a população mexicana, que obteve, ontem, uma vitória secular nas urnas. Em tempos de muros e fechamento de fronteiras, o México elegeu o primeiro presidente de esquerda de sua história. E foi de goleada.

Andrés Manuel López Obrador, mais conhecido pelo acrônimo AMLO, suas iniciais, foi declarado vencedor após obter 53% dos votos válidos, mais que o dobro do segundo colocado, Ricardo Anaya Cortés, que obteve 22,5%. A vitória expressiva do candidato do Movimento Regeneração Nacional (Morena), que é declaradamente anti-Trump e contra o imperialismo estadunidense, vem resgatar a autoestima do mexicano, que está sofrendo com atos de xenofobia e com a absurda construção de um muro na fronteira que separa os dois países.

AMLO tem entre os seus principais compromissos lutar contra a “máfia do poder” no México, a retomada do petróleo para os mexicanos e o combate à corrupção. O presidente eleito, afirmou ainda, horas após sua vitória ter sido confirmada, que governará para os pobres, mantendo sempre responsabilidade fiscal e que em seu governo sempre "haverá liberdade empresarial, de expressão, civis e políticos".  Ironicamente, o atual governante brasileiro, tem uma proposta de (des) governo bastante oposta: Temer é entreguista, compõe a máfia do poder brasileira e governa apenas para os mais ricos. Nesse jogo, estamos perdendo feio.

Neymar e companhia estão fazendo bonito no mundial. Se continuarem com o bom futebol apresentado, as chances de o Brasil conquistar a taça pela sexta vez são reais. No entanto, no campo político, precisamos nos espelhar em nossos rivais, já eliminados. Em outubro, precisamos eleger um governo nacionalista e que governe para o povo. Ou então, os verdadeiros derrotados seremos nós.

 

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