Bandidos de estimação

O jornalista Alex Solnik, que também é membro do Jornalistas pela Democracia, expõe que "o presidente Jair Bolsonaro é amigo pessoal do ex-PM Fabrício Queiróz há mais de 30 anos. Tão amigo que o indicou para ser o faz-tudo do gabinete de seu filho Flávio. Tão amigo que já lhe emprestou R$40 mil sem qualquer documentação. É o seu homem de confiança"; "Ou era – até estourar a notícia de que ele emprestava sua conta bancária para receber parte dos salários dos funcionários do gabinete de Flávio", completa; "Estamos vendo agora quem é que tem bandidos de estimação", conclui o jornalista 

Bandidos de estimação
Bandidos de estimação

Por Alex Solnik, colunista do 247 e membro do Jornalistas pela Democracia - De acordo com as investigações conhecidas por todos, o ex-PM Fabrício Queiróz indicou, há dez anos, a mãe e a mulher do ex-capitão Adriano Magalhães, expulso da PM e hoje tido pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como chefão do Escritório do Crime para trabalharem no gabinete do deputado estadual Flávio Bolsonaro, onde ele já trabalhava por indicação do pai de Flávio, Jair Bolsonaro. E Flávio concordou.

Queiróz é amigo do ex-capitão Adriano – foragido da Operação Os Intocáveis – há mais de dez anos, portanto. Já eram de conhecimento público, nessa época, as atividades criminosas de Adriano, que foi expulso da PM.

A ficha de Queiróz na PM também está escrita com sangue: tem dez mortes de suspeitos nas costas, caracterizadas como “autos de resistência”.

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O presidente Jair Bolsonaro é amigo pessoal do ex-PM Fabrício Queiróz há mais de 30 anos. Tão amigo que o indicou para ser o faz-tudo do gabinete de seu filho Flávio. Tão amigo que já lhe emprestou R$40 mil sem qualquer documentação. É o seu homem de confiança. Ou era – até estourar a notícia de que ele emprestava sua conta bancária para receber parte dos salários dos funcionários do gabinete de Flávio.

A sede do Escritório do Crime fica na favela Rio das Pedras. Na mesma favela o ex-PM Fabrício Queiróz se refugia para não ser incomodado por ninguém, porque lá não entra ninguém que o Escritório do Crime  não queira. Nem a polícia. É uma área dominada.

Num posto de gasolina da favela Rio das Pedras foi abastecido, no dia do assassinato, o carro em que estavam os assassinos de Marielle e de seu motorista.

Bolsonaro é amigo de Queiróz, que é amigo de um bandido, que chefia o crime na favela de onde saiu o carro dos assassinos de Marielle.

Estamos vendo agora quem é que tem bandidos de estimação.

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