BC Independente acelera dolarização da economia

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Banco Central ou Banco Centrão?

Agora, sem precisar dar satisfação a ninguém, pois paira sobre as instituições, com autonomia garantida em lei, aprovada essa semana na Câmara, o BC Independente prepara dolarização da economia; as discussões colocadas como urgentes, no campo econômico, pelo governo no início da legislatura 2021/22, são: independência do Banco Central e livre abertura de capitais; trata-se de assunto que ganhou mais importância que a pandemia, absolutamente prioritário, do ponto de vista da banca nacional; liberdade para abrir conta corrente em dólar na rede bancária nacional somente ocorreria no ambiente em que o BC age com autonomia total relativamente aos demais poderes; a política monetária ditada pelo BC age como que excludente de ilicitudade, pois está sendo questionada, constitucionalmente; agora, está na lei que poderá agir assim; dessa forma, a sociedade se prepara para conviver em algum momento com duas moedas; o real e o dólar? O BC independente será capaz de estabilizar nova realidade cambial em plena recessão com os banqueiros dando as cartas na economia por cima das instituições, garantida pela sua poderosa autonomia e independência legal? Ou haverá tremores de terra? Se a inflação já está saindo do controle devido a ação do próprio governo de reajustar preços administrados acima do IPCA, é de se prever que o consumidor vai ter que pagar em dólar e receber em real; quem vai se dar mal, o trabalho ou o capital? O real, cada vez mais desvalorizado com o crescimento da pobreza nacional, que destrói mercado interno por falta de consumo, será, paulatinamente, abandonado. Corrida ao dólar será o contrapolo do real desvalorizado.

Corrida às verdinhas

Os argentinos e os equatorianos são tarimbados na dolarização, mas os custos para o país são crescentes dívidas externas; enquanto se está com o real como moeda nacional, o Estado pode se endividar, emitindo sem pressionar a inflação e juros, como demonstram a nova política dos bancos centrais nos Estados Unidos, Europa, Japão, China, Canadá etc; juro zero ou negativo é o contrapolo do aumento da excessiva  liquidez; o BC brasileiro, ao contrário, pratica a escassez; faz a festa de banqueiro no mercado de crédito; taxa de juros exorbitante é o normal ; nesse cenário, quem tiver dólar estará mais seguro; se houver estouro de dívida em dólar, rompem os balanços de pagamento; aí tem que fazer o que FHC fez no seu segundo mandato(1998-2002): ajoelhar nos pés de Tio Sam e pedir empréstimo ponte ao FMI; caixão e vela preta; o dinheiro vem, mas as condições impostas são dolorosas, mais recessão, mais desemprego.

Armadilha da dolarização

Bolsonaro cairia na pressão dos que dentro do governo defendem acordo com FMI, para se prevenir, antecipadamente, de estouros na balança de pagamento? Ocorre então aquela relação de dependência obrigatória, que Lula cortou quando pagou as dívidas externas do Brasil com o FMI. Saiu da canga; Com Bolsonaro ocorrerá retrocesso?

Nova relação com o FMI, como defende tanto Guedes quanto Campos Neto, tende a fortalecer a dolarização; já, já os preços sobem em dólar, mas os salários em reais desvalorizados pela reforma trabalhista; como ficará o debate desse assunto que mexe com o bolsa da população, se ele será resolvido, pelo BC Independente da sociedade?

O Centrão trocou aprovação do BC independente por Auxílio Emergencial, que requer supressão do teto de gasto; o BC independente, o novo poder, cumprirá com sua palavra, se é radicalmente contrário à supressão? Tensões à vista. BC Independente entregará desenvolvimento, emprego e renda ou mais recessão, se defende política restritiva em vez de política anticíclica, reclamada pela pandemia do novo coranavírus?

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