Beirute serve de alerta para os riscos das cidades portuárias

"Beirute é mais um exemplo que serve de alerta para os diversos terminais portuários no Brasil e também para o Porto do Açu no Norte do Rio de Janeiro", escreve o engenheiro e professor do IFF Roberto Moraes

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(Foto: Reprodução/Twitter/André Fran)


Cidades portuárias devem se cuidar. Elas possuem riscos, bem para além do potencial econômico vinculado à logística e de arrecadação de impostos.

O que se faz ou se deixa fazer nos terminais portuários é de interesse de todos, em especial das populações circunvizinhas e não apenas dos seus donos. Nunca se deve esquecer disso.

Portos privados tendem a se fechar em si, como enclaves, negando acesso a informações para além do que chamam de burocracia para os licenciamentos de construção e operação. 

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As fiscalizações estão ficando cada vez mais frágeis por parte dos órgãos governamentais e das agências de regulação, dentro dessa lógica ultraliberal e autodeclaração dos riscos por parte dos operadores portuários. 

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Os riscos crescem quando se movimentam e se armazenam cargas de produtos químicos, derivados de petróleo e gás natural. O Brasil já passou por outros casos preocupantes no Porto de Santos. Beirute é mais um exemplo que serve de alerta para os diversos terminais portuários no Brasil e também para o Porto do Açu no Norte do Rio de Janeiro.

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