Bolsonaro dá mais um passo em direção à ditadura

"Ao receber, no Palácio do Planalto, a viúva de um dos mais conhecidos torturadores da ditadura militar de 64, e exaltá-lo como herói nacional, o presidente da República sinaliza no que de fato quer transformar o nosso país", escreve o jornalista Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia

Por Alex Solnik, para o Jornalistas pela Democracia  - Ao receber, no Palácio do Planalto, a viúva de um dos mais conhecidos torturadores da ditadura militar de 64, e exaltá-lo como herói nacional, o presidente da República sinaliza no que de fato quer transformar o nosso país.

  O que fez ali foi uma imensa propaganda da ditadura em pleno regime democrático, fato que jamais havia ocorrido com presidentes brasileiros eleitos pelo voto direto.  E que pode ser enquadrado como delito contra o regime democrático. Fez apologia da tortura e da ditadura. Crime previsto na constituição. Deixou claro, mais uma vez, publicamente que prefere a ditadura à democracia.

     Como um Dr. Doolittle do Mal, transformou um assassino serial, um vilão hediondo, um coronel sombrio, mal-encarado, pusilânime num Tiradentes sem barba. Forjou um “herói” para a ditadura. Trouxe o DOI-Copdi para o Palácio do Planalto, disse Josias de Souza, no UOL. Achincalhou os heróis de verdade, que deram a vida pelo Brasil.

  Merval Pereira, também estarrecido com o encontro oficial com a viúva, pergunta hoje, n’”O Globo” até onde irão as suas provocações.

  Eu me pergunto até quando vamos aguentar acordar diariamente sem saber se no fim do dia iremos adormecer num país democrático.

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