Bolsonaro fala o que parte do povo pensa

Esse é o Brasil que saiu do esgoto para, temporariamente, representar a nação. Um Brasil triste e pobre, doente e trôpego, analfabeto e inculto, miliciano e violento. Liderado por um genocida autoritário, intolerante, que promove churrasco para comemorar chacina, porém sem capacidade, fôlego e resistência para enfrentar a verdade

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Com o retorno de Lula ao xadrez político, os Institutos de pesquisa revezam-se semanalmente nos números de intenção de voto. Todas dão o indicativo de que em 2022 teremos segundo turno apertado entre Bolsonaro e Lula. 

Outro dado importante é que não há espaço para uma terceira via, a direita não tem um candidato capaz de disputar espaço no tabuleiro. A tendência é que o centro e parte da direita convencional desemboquem na candidatura do petista para derrotar Bolsonaro. 

O apoio que o presidente ainda desfruta, apesar de todo os impropérios, ataques, verborragias e crimes, vai além dos prognósticos e soa sociologicamente estranho. Porém, a história vem mostrando que grande parte do povo brasileiro pensa igual a Bolsonaro. 

O presidente construiu seu legado em vinte e sete anos de parlamento, sendo que nos últimos foi atração constante na televisão, nos programas de sensacionalismo rude e barato. 

Nesses programas, Bolsonaro despejava todo o seu ódio contra as minorias, fazia juízo de valor das famílias opinando de maneira preconceituosa sobre filhos gay, pais alcoólicos, parentes ‘encostados’, etc. 

Esses pensamentos ganharam repercussão entre os fascistas enrustidos que passaram a repetir bordões racistas, sentindo-se representados por alguém com os mesmos sentimentos mesquinhos e passaram, a partir da infeliz declaração do parlamentar em homenagem a um torturador, a seguir Bolsonaro, até a fatídica eleição de 2018. 

Muitos de seus eleitores pularam do barco, mas ficaram os resistentes, aqueles que estão com o ‘capitão’ até o fim, que não dão ouvidos aos fatos, não se importam se o ‘mito’ é responsabilizado por quase meio milhão de mortes, se cria orçamento paralelo, se tenta interferir em outros poderes.  

A maioria desses eleitores, como mostram as pesquisas, são evangélicos, o que vem a ser um paradoxo, porque a doutrina seguida pelo presidente não é a de um cristão. De duas uma, ou o evangélico não conhece Jesus, ou não conhece Bolsonaro. 

Esse é o Brasil que saiu do esgoto para, temporariamente, representar a nação. Um Brasil triste e pobre, doente e trôpego, analfabeto e inculto, miliciano e violento. Liderado por um genocida autoritário, intolerante, que promove churrasco para comemorar chacina, porém sem capacidade, fôlego e resistência para enfrentar a verdade. 

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