Bolsonaro frita Bivar para controlar os R$700 milhões do PSL

O jornalista Alex Solnik afirma que o plano de Bolsonaro "é botar Bivar para fora sob a pecha de corrupto, tomar a presidência e, se a barra sujar mesmo, mudar o nome do partido"

Por Alex Solnilk, do Jornalistas pela Democracia - O que move Bolsonaro não é ideologia. Não é religião. Não é patriotismo.

 O que move Bolsonaro é o vil metal.

  A cena de ontem à saída do Palácio da Alvorada, um sketch circense de quinta categoria, quando queimou em público o deputado federal Luciano Bivar, presidente do partido, a princípio interpretada como sua disposição de sair do PSL, de cuspir no prato em que comeu, de “fugir de casa morando sozinho” foi, ao que parece, sua primeira tentativa de demover Bivar da reeleição, em novembro, com a intenção não de sair do partido que virou suco, mas de ele mesmo escolher o novo presidente e dessa forma controlar os milionários fundos partidário e eleitoral: R$103 milhões este ano, R$360 milhões ano que vem, mais de R$700 milhões até 2022.

  Os boatos de que pode migrar, com seu clã e seus apaniguados, para outro partido ou até mesmo fundar um se esvaziam quando se verifica que, mesmo se levar consigo os deputados do PSL não levará os milhões que tanto ama, eles ficarão no partido.

  Também ficará sem o cofrinho no caso de fundar um novo partido.

  Dito isso, me parece que seu plano é botar Bivar para fora sob a pecha de corrupto, tomar a presidência e, se a barra sujar mesmo, mudar o nome do partido.

  Ele é o que é, mas não rasga dinheiro.

Conheça a TV 247

Mais de Blog

Ao vivo na TV 247 Youtube 247