Bolsonaro insiste em violar a democracia

"Depois de ser alertado de que não poderia ter censurado um comercial do Banco do Brasil, por afrontar a lei das estatais, que não lhe dá esse direito, e afrontar o artigo 5º. da Constituição, que proíbe censura nos meios de comunicação, ele voltou a dizer que aquele comercial não deve ir ao ar – apesar de sua veiculação ter sido liberada pelo ministro Santos Cruz, responsável por essa área do governo", destaca Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia; o STF "não tem o direito de assistir passivamente" à destruição da lei, acrescenta

Bolsonaro insiste em violar a democracia
Bolsonaro insiste em violar a democracia (Foto: PR | Reprodução)

Por Alex Solnik, colunista do 247 e do Jornalistas pela Democracia

O presidente Jair Bolsonaro é reincidente em violar a constituição que prometeu obedecer e cumprir a 1º. de janeiro, quando assumiu.

Depois de ser alertado de que não poderia ter censurado um comercial do Banco do Brasil, por afrontar a lei das estatais, que não lhe dá esse direito, e afrontar o artigo 5º. da constituição, que proíbe censura nos meios de comunicação, ele voltou a dizer que aquele comercial não deve ir ao ar – apesar de sua veiculação ter sido liberada pelo ministro Santos Cruz, responsável por essa área do governo.

E o comercial continua censurado, certamente porque o presidente do Banco do Brasil tem medo de perder seu maravilhoso emprego.

Ontem, Jair elogiou um aluno não por ter tido um ótimo desempenho escolar, mas por ter filmado professor em sala de aula, um constrangimento que só encontraria semelhança com as práticas do III Reich de Adolf Hitler, se na época houvesse celular.

O que um presidente pensa, fala e faz vira exemplo para toda a sociedade.

Ontem, num parque de São Paulo, eu disse a um pai que ele não poderia continuar jogando bola com seu filho porque era proibido, havia uma placa dizendo isso.

"Muita gente faz muita coisa proibida"... respondeu ele e continuou na sua.

É fato que a maioria dos brasileiros não dá bola para a constituição, nem sabe que sem ela a democracia acaba e acaba seu principal direito, a liberdade, mas seu guardião oficial – o STF – não tem o direito de assistir passivamente à sua destruição.

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