Bolsonaro, na Assembleia Geral da ONU ou no Brasil, não é só piada

Já estamos a nove meses de um governo que não acreditávamos que fosse acontecer. O fascismo está governando o Brasil não podemos jamais desviar a atenção desse fato. A necessidade de nos focarmos na liquidação desse mal deve ser constante para o retorno de nossa soberania e o restabelecimento pleno da democracia.

(Foto: ADRIANO MACHADO - REUTERS)
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O discurso de Jair Bolsonaro, na Assembleia Geral da ONU não fugiu ao esperado. Ou seja, tomado de uma costumeira e exaustiva  perseguição ao ultimo governo legítimo do Brasil, muita redundância e ofensas a língua culta.

Bolsonaro quis apresentar à ONU um novo Brasil, (única sensatez dita por ele, pois nunca o Brasil esteve tão deprimente aos olhos do mundo), que segundo ele esteve à beira do socialismo. 

Com um conteúdo perturbado, onde atacou, sem provas, consistência ou racionalidade, o Programa Mais Médicos, que foi exercido no Brasil por médicos de Cuba, que alucinadamente para Bolsonaro e sua trupe tudo se tratava de espiões, guerrilheiros que estavam infiltrados no Brasil.

Mas não foi somente seu discurso que chamou a atenção pela falta de lógica, inteligibilidade e principalmente legitimidade. Bolsonaro usou um colar indígena, que segundo sua assessoria tratava-se de um presente, desfilando com o adereço e  acompanhado de uma suposta representante indígena, apoiadora e convidada da comitiva na viagem,  Bolsonaro mais uma vez utilizou de sua velha tática  ofensiva à inteligência alheia. “A insistência de fazer uso de um  suposto representante de uma raça”.

Em campanha, para desconstruir a imagem de racista, o então, ainda, presidenciável, desfilava e era constantemente  fotografado com Hélio Bolsonaro.  Ysani Kalapalo, a convidada de Bolsonaro, é uma youtuber que critica o movimento indígena. Ysani é rejeitada e não reconhecida pelos povos indígenas como sua representante. 

Seu deboche e desprezo à inteligência dos líderes de Estado podem custar caro à credibilidade do Brasil no cenário internacional.

Mais uma vez, ficou claro para o mundo, a incompetência, ironia ou loucura à que o Brasil está submetido com Bolsonaro. Um risco a qualquer investimento e uma porta escancarada ao neoliberalismo, em particular à Donald Trump. E por falar no presidente americano, este, que já percebeu a tietagem exercida afinco por Bolsonaro à sua pessoa, sem nenhum constrangimento ou cerimônia colocou Bolsonaro no papel daquele fã que passa dias, horas aguardando seu ídolo e por fim o cumprimenta com um rápido aperto de mãos ou uma self.

Sim, sem exageros, Bolsonaro, que infelizmente está como presidente do Brasil, representante do Brasil na Conferência, o que me dói os dedos e a cabeça em ter que digitar esperou por 1 hora Donald Trump e depois foi saciado com um aperto de mãos e uns 15 minutinhos de fama.

Ora, para nós que tivemos um presidente respeitado, que todos queriam estar ao lado, reverenciado por chefes de Estado de várias nações. “O CARA” definido por Barack Obama, que, na época, ainda completou classificando Lula como o líder mais popular da Terra na conferência do G20. O mesmo que deixou George W. Bush boquiaberto com um discurso emocionante e crítico é difícil de entender e se torna inaceitável essa condição submissa  a que o Brasil se encontra nos dias de hoje.  

Esse já esperado vexame de Bolsonaro só não pode desviar nossa atenção ao momento delicado em que nos encontramos. Bolsonaro não é inofensivo. Ignorante sim, mas inofensivo não!

Já estamos a nove meses de um governo que não acreditávamos que fosse acontecer. O fascismo está governando o Brasil não podemos jamais desviar a atenção desse fato. A necessidade de nos focarmos na liquidação desse mal deve ser constante para o retorno de nossa soberania e o restabelecimento pleno da democracia.

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