Bolsonaro quer ver o circo pegar fogo

Faz sentido. Bolsonaro – que parece uma figura de museu – não tem o menor interesse em proteger ou promover cultura. É algo inconcebível para a incultura dele

No dia 2 de setembro de 2018 (há um ano, portanto) o Museu Nacional foi tomado por um incêndio. Um desastre imenso para nossa memória, para nossa cultura. Não dá para voltar ao que era, mas é da maior importância a recuperação do museu. Foram autorizadas obras emergenciais, em andamento, mas a dívida da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), que administra o Museu Nacional, está em R$ 669 milhões (última parcela) e Bolsonaro não quer pagar! É bom repetir: Bolsonaro não quer pagar!

Faz sentido. Bolsonaro – que parece uma figura de museu – não tem o menor interesse em proteger ou promover cultura. É algo inconcebível para a incultura dele. Talvez ele até pague – mas só se for para queimar o que resta do Museu. Ele demonstra querer, antes de tudo, promover o desmanche da educação e da cultura – que ele com certeza não sabe exatamente para que servem.

E tem mais. Talvez a UFRJ tenha que paralisar suas atividades ainda neste segundo semestre do período letivo, por falta do repasse de verbas. O mais provável é que tudo isso seja vingancinha, porque o seu órgão máximo, o Conselho Universitário (CONSUNI), rejeitou o programa Future-se, anunciado pelo ministro da Educação(!), Abraham Weintraub. Agora devem estar querendo o Passado-se...

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