Bolsonaro racha Forças Armadas para impor negacionismo

"Bolsonaro vai desviando a atenção da sociedade quanto ao problema central do desemprego e da fome para os problemas acessórios", afirma César Fonseca

www.brasil247.com - Jair Bolsonaro e soldados do exército
Jair Bolsonaro e soldados do exército (Foto: Marcos Corrêa/PR)


Por César Fonseca 

A ousadia política do presidente Bolsonaro é extraordinária; como chefe da Nação, incorpora-se daquele que, segundo ele, pode tudo, com a caneta na mão; agora, joga o ministro da Defesa, Braga Neto, contra comandante do Exército, Paulo Sérgio, disposto a não aceitar falta de vacinação dos seus pares, na administração da entidade militar; os militares estariam concordando com a orientação de contrariar a família brasileira, disposta a defender vacinação dos seus filhos, apesar da posição contrária de Bolsonaro?

Parece que vão no mesmo caminho da Globo; para não entrarem em confronto com sociedade, a Globo foi obrigada a decidir, como agente da comunicação nacional dos fatos ao povo, peitar o presidente; a voz da ciência serviu de ponto de condução de comportamento da Globo, para não perder audiência; esse, também, é o rumo que pode estar tomando os militares; já pensou se a emissora fica calada diante do bolsonarismo fascista, ameaça à vida social, no ambiente da pandemia que se transforma em endemia? Perderia audiência; os profissionais das forças armadas perderiam ou não prestígio junto à sociedade se renderem ao negacionismo bolsonarista? 

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Bolsonaro não gostou da atitude altiva do comandante do Exército e convocou o ministro da Defesa, para enquadrá-lo; aprofunda-se, pois, as divergências políticas quanto ao identitarismo bolsonarista, mobilizado para confrontar as forças armadas; em 07 de setembro de 2021, Bolsonaro tentou mas não obteve apoio das forças para fechar a boca dos ministros do STF; obterá, agora, diante da defesa bolsonarista em favor da não obrigatoriedade da vacina? Pode ser que alcance sucesso ou não, mas o fato é que, como marqueteiro político diversionista, Bolsonaro vai desviando a atenção da sociedade quanto ao problema central do desemprego e da fome para os problemas acessórios; tenta seguir manipulando a opinião pública, fugindo para frente. 

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Afinal, sua estratégia neoliberal governamental levou o país à maior crise de desemprego da história, o que inviabiliza sua reeleição. A realidade o espanta e leva-o a buscar solução na abstração e na fantasia. Os militares compactuarão com o negacionismo bolsonarista fascista?

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