Bolsonaro toca fogo na Amazônia com seus discursos

Ele acende e atira um fósforo cada vez que abre a boca para falar sobre o avanço de crimes ambientais. O que seus eleitores acreditavam ser ‘força de expressão’ só para ‘causar’ polêmica na campanha, Bolsonaro reafirma e empodera os criminosos

O que Bolsonaro nega em dados de monitoramento de queimadas, quem vive na Amazônia sente no bolso e na pele.

De Rondônia, na capital, sob densa fumaça, secura e com tosse há dias, convido o presidente a sobrevoar o estado de ponta a ponta e ver para crer no efeito de seu discurso incendiário contra o meio ambiente.

Não chove há dois meses e a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental do estado divulgou em sua página um aumento de 160% no “número de focos, neste período, em relação a 2018”, com dados do Instituto Nacional de Pesquisa (INPE).

Não se referem a queimadas autorizadas pela Sedam através da Portaria n° 229/2017, que diz onde e como podem fazer uso de fogo em área rural.

São queimadas ilegais, que ocorrem com temperatura acima de 30° C, ventos superiores a 30 km/h e umidade abaixo de 30%.

O Corpo de Bombeiros já atendeu mais de 900 ocorrências em 60 dias e só possui unidade operacional em 15 dos 52 municípios.

É desesperadora a situação e os rondonienses lançaram até campanha nas redes sociais com a #PrayForRondônia pedindo socorro às autoridades.

https://youtu.be/3aKu2N0R3WY

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Um voo da Latam que vinha de Brasília na última sexta-feira (16), foi desviado por falta de visibilidade com a fumaça sobre a Floresta Nacional do Jamari (Flona).

As cercas e pastos destruídos pelo fogo mostram que o Agro não é bom quando despreza política ambiental.

Mais que desconforto, produtores reclamam prejuízos.

O avanço das queimadas é inequívoco conforme os dados comparativos da Sedam.

Bolsonaro vai ficar para a Amazônia, pior que Nero para Roma, o imperador a quem atribuem sem prova a culpa por um incêndio catastrófico.

O presidente “mais perigoso do mundo” para o meio ambiente, segundo a revista britânica The Economist, tem responsabilidade pelo fogo que destrói Rondônia, a Amazônia e o futuro do planeta.

Ele acende e atira um fósforo cada vez que abre a boca para falar sobre o avanço de crimes ambientais.

O que seus eleitores acreditavam ser ‘força de expressão’ só para ‘causar’ polêmica na campanha, Bolsonaro reafirma e empodera os criminosos.

A única coisa que produz para o futuro com sua mente devastada pela ignorância é destruição.

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