Bolsonaro, um governo de direita que não se endireita

Um mês de um governo que pode ser chamado de tudo, menos de governo. Começa pelo presidente, enfermo desde bem antes da posse, hospitalizado há dias, podendo ficar internado não sabemos quanto tempo mais - e a sensação de que muita coisa cheira mal

Bolsonaro, um governo de direita que não se endireita
Bolsonaro, um governo de direita que não se endireita (Foto: Ueslei Marcelino - Reuters)

Um mês de um governo que pode ser chamado de tudo, menos de governo. Começa pelo presidente, enfermo desde bem antes da posse, hospitalizado há dias, podendo ficar internado não sabemos quanto tempo mais - e a sensação de que muita coisa cheira mal. Aliás, não apenas sensação. Há uma certeza de que as histórias da facada, da cirurgia e da recuperação estão mal contadas. São mais fake do que as fake news da campanha eleitoral que ele e os “filhos presidenciais” teriam colocado no ar.

Enquanto o país sobrevive entre uma aparição e outra do presidente que surpreendentemente foi eleito, o círculo em sua volta tumultua-se. Começa pelo vice, um general que diz o que quer, faz o que quer e está se lixando para o que pensa ou diz o seu capitão que virou presidente. Os filhos revelam-se pessoas suspeitas de tudo, depois de revelada a trama montada no gabinete de deputado de um deles, envolvendo o motorista Queiroz e milicianos de Rio das Pedras, além de várias “movimentações” financeiras.

Como se nada disso bastasse, surge dos Estados Unidos um presidente paralelo, que nomeou dois ministros (o da Cultura e o do Turismo), que diz o que quer, fala as barbaridades que lhe vêm à cabeça e já se sente um passo à frente do vice-presidente.

Só há uma certeza em todo esse caos: são todos de direita, o que talvez explique porque tudo deu errado...

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