Brasil: o momento de praticarmos a educação libertadora!

Educar nos dias de hoje é mostrar que, com Bolsonaro, o genocida, despencamos no ranking dos países mais ricos, voltamos ao mapa da fome e somos vergonha e preocupação mundial. Sob seus desmandos, despreza-se a vida, o ambiente e o povo. O país não avança, retrocede!



Ontem (28 de abril) foi o dia mundial da Educação. Enquanto educador, matutei muito o que escrever sobre o tema. Muitas coisas me vieram à cabeça, ainda mais por ser nesse ano que comemoramos o centenário de nosso patrono da Educação, o eterno Paulo Freire.

No entanto, frente a toda desgraça – não sei qual adjetivo poderia substituir essa palavra – que estamos vivendo em nosso país, falar da importância da educação não teria sentido sem que utilizasse aquilo que nosso patrono nos ensinou: contextualização dos fatos.

Quando Paulo Freire defende a educação libertadora, deixa claro que temos que permitir o protagonismo das pessoas na sociedade, o que bate de frente com o sistema opressor imposto pelas políticas neocoloniais e capitalistas que ditam os rumos – nada promissores – de nosso país.

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Enquanto sujeito otimista que pretendo ser – e manter viva essa chama dentro de mim, graças justamente à Educação – quero fazer esse desabafo, mas acima de tudo, olhar o caos nacional como um experimento in loco que permitirá a reviravolta. Em tempos de alerta e posicionamentos contrários às experimentações animais que tomam as redes sociais, projetemo-nos no lugar desses seres inocentes. Estamos sendo, literalmente, cobaias de um governo promotor do genocídio. E, tal como o sofrimento dos animais não-humanos (igualmente dotados de sentimentos – seres sencientes como nós), é inadmissível que nós enquanto sociedade, continuemos sofrendo nas mãos de um presidente (sic) genocida. Sim! Bolsonaro é um GENOCIDA (e se a aparelhada Polícia Federal quiser me intimar, é só chegar, pois não me intimidarei em falar e defender a verdade!).

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Todos os absurdos e a falta de direção feitas nesse desgoverno, deixando a nação à deriva, não caberiam em um simples artigo – talvez uma obra de vários volumes seria necessário –, no entanto, citarei as mais recentes.

O ministro (sic) da Economia, um dos cargos mais importantes que se ocupa em uma democracia, afrontar um parceiro comercial e maior fornecedor de subsídios para a produção de vacina, fazendo declarações xenofóbicas, é inadmissível! Um ser abjeto, repugnante que culpa a longevidade das pessoas pelo fracasso de suas políticas econômicas, dando a entender que os mais velhos devem morrer em nome da economia! Em que país sério esses comportamentos seriam aturados?

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E o que falar do outro ministro (sic) do Meio Ambiente, que faz tudo para “passar a boiada” com projetos de lei que querem legalizar a grilagem, afrontando ainda mais os povos indígenas e quilombolas (PL 510), assim como devastar ainda mais o ambiente e os animais selvagens (PL 318), sem falar no Pacote de Veneno (PL 6299).Tudo isso, claro, enquanto o povo “se preocupa com a pandemia”.

E, em tempos de celebrar Paulo Freire, é um soco no estômago saber que o ministro (sic) da Educação, camuflando os retrocessos na área, tenta levantar nova cortina de fumaça ao dizer que “crianças não sabem ler, mas sabem usar camisinha”. Mais uma tentativa esdrúxula e mentirosa – tal como o “kit gay” – de deturpar a real importância da educação sexual que visa, antes de mais nada, conscientizar crianças e adolescentes não apenas contra as IST’s ( que por sinal, voltaram a ter índices alarmantes em pleno século XXI justamente pela falta de informação) e gravidez indesejada, mas também contra os abusos sexuais muitas vezes ocorridos dentro dos próprios lares e até mesmo nas igrejas (as mesmas onde esses hipócritas do “Deus acima de tudo” frequentam).

(Por sinal, se gerações como a desse sujeito tivessem se prevenido através da educação sexual, teríamos impedido os abortos ambulantes que hoje são ministros e presidente, frutos mal resolvidos em relação à sexualidade).

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Tudo isso com a conivência e apoio incondicional do GENOCIDA que, aproveitando de um golpe contra a democracia que fraudou as eleições de 2018, se ocupou de um cargo ao qual não responde à altura.

A crítica a esse desgoverno não é questão de politicagem como alguns ainda tentam argumentar. Criticar Bolsonaro e sua milícia, é questão de humanidade, bom senso e caráter! É contextualizar nossos educandos para que se ergam contra essas mazelas, inserindo-os na prática contra a opressão do sistema, tornando-os críticos e proativos.

Criticar e se levantar contra esse desgoverno, que ignora milhares de vidas perdidas diariamente por conta de uma política assassina, cujo negacionismo, associado ao atraso proposital na compra de vacinas, é um dever de cada cidadão que se liberta das amarras do sistema opressor.

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É o momento de praticarmos a verdadeira pedagogia que deve direcionar a educação.

E aos críticos dos governos progressistas anteriores, faço o desafio: apontem quando, em qualquer momento, tivemos um comando tão enfadonho, genocida e pária mundial como o que está aí hoje. Qual governo, ainda mais em plena pandemia, nega ajuda aos cidadãos e cidadãs? Qual presidente deixaria de assistir populações indígenas com o fornecimento de água potável? Qual ser comemora “CPFs cancelados”? Que governo ignora a crise econômica e social, priorizando a liberação de armas enquanto o povo passa fome? Qual presidente está envolvido até suas pútridas entranhas com a execução de Marielle Franco, assim como sua faMILÍCIA?

Educar nos dias de hoje é mostrar que, com Bolsonaro, o GENOCIDA, despencamos no ranking dos países mais ricos, voltamos ao mapa da fome e somos vergonha e preocupação mundial. Sob seus desmandos, despreza-se a vida, o ambiente e o povo. O país não avança, retrocede!

Não iremos nos cansar de denunciar sua necropolítica e todo retrocesso lesa-pátria que Bolsonaro e sua milícia estão fazendo contra nosso país. Educar é libertar! E se querem nos ofender e nos ameaçar com a censura, nossa resposta virá das mãos sujas honradamente com giz e não com sangue de inocentes!

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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