Brasil, o país dos arrombamentos impunes

Estamos vivendo uma época em que ocorrem todos os tipos de arrombamentos: arrobam a Constituição, arrombam diretórios do Partido dos Trabalhadores e do Partido Comunista do Brasil em vários lugares do país; jogam bomba no Instituto Lula

São Paulo - Polícia Federal faz buscas na sede do PT em São Paulo (Rovena Rosa/Agência Brasil)
São Paulo - Polícia Federal faz buscas na sede do PT em São Paulo (Rovena Rosa/Agência Brasil) (Foto: Washington Luiz de Araújo)

Estamos vivendo uma época em que ocorrem todos os tipos de arrombamentos: arrobam a Constituição, arrombam diretórios do Partido dos Trabalhadores e do Partido Comunista do Brasil em vários lugares do país; jogam bomba no Instituto Lula; a Polícia Militar de São Paulo invade, armada até os dentes, a Assembleia Legislativa para bater em estudantes secundaristas que protestam contra o roubo da merenda escolar por parte de políticos tucanos; agridem pessoas que estão nas ruas só por vestirem vermelho; a Polícia Militar do Distrito Federal invade o Ministério da Educação e prende professores que lá estavam, sendo que a prerrogativa de se entrar num prédio federal é da Polícia Federal, nunca da Militar; a Federal invade uma residência oficial do Senado, sem autorização do do STF, no caso o apartamento da senadora Gleisi Hoffmann; um juiz de primeira instância não só grampeia como vaza ilegalmente ligações telefônicas da presidenta da República; e a mídia tradicional não apenas apoia todos esses atos, mas contribui com eles, ao se omitir e deturpar os fatos.

Ficaria aqui um tempão elencando os muitos arrombamentos ao Estado de Direito perpetrados por aqueles que arrotam democracia, mas que merecem, na verdade, é o vômito daqueles que se indignam com tantas atrocidades. E fica a pergunta: onde estão as instâncias do judiciário que poderiam coibir esses atos? Se não os estão praticando, estão participando deles, com sua omissão, e, quando resolvem investigar, denunciar, indiciar, já é tarde. É a postergação configurando uma forma de apoio aos atos ilegais.

Tudo isso num jogo de empulhação, no qual o que vale é derrubar de uma vez por todas os representantes da esquerda e proteger os conservadores, apoiando a estes, sejam corruptos ou não, e atacando aqueles, pelo simples fato de… serem de esquerda e lutarem pela justiça que mais importa: a social. Quando se trata de avançar sobre o PT, o PCdoB , alguns membros do Psol, do MST, do MTST, do Povo sem medo, da CUT e outros entes do movimento social, a justiça é tão célere que ganha o prefixo “in” antes do seu nome. Ao fazer vistas grossas e ouvidos moucos aos desmandos das forças conservadoras, a (in)justiça é tão morosa quanto uma tartaruga entupida de ansiolíticos.

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