Cachaça, conservas, doces, refrigerante, farinha, arroz, molhos, biscoito, granola... Tem de tudo no mercado orgânico

Quando se fala em alimento orgânico a gente logo pensa em frutas, verduras e legumes. É natural, pois, segundo pesquisa recentemente divulgada pela Organis, entidade setorial que reúne empresas, produtores e fornecedores brasileiros de orgânicos, os produtos mais comprados pelos consumidores são frutas (25%), verduras (24%) e alface (21%).

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Quando se fala em alimento orgânico a gente logo pensa em frutas, verduras e legumes. É natural, pois, segundo pesquisa recentemente divulgada pela Organis, entidade setorial que reúne empresas, produtores e fornecedores brasileiros de orgânicos, os produtos mais comprados pelos consumidores são frutas (25%), verduras (24%) e alface (21%).

(A propósito, publiquei artigo em 5/9 informando que o consumo de orgânicos no Brasil crescera 4% nos últimos dois anos. Na realidade, o crescimento foi de 4 pontos percentuais, de 15% para 19%, o que significa um aumento de 20% no consumo).

Mas, atualmente, o mercado de orgânicos é muito mais que isso, considerando os alimentos processados que têm, por lei, em sua composição um mínimo de 95% de ingredientes orgânicos. Este é um setor que, certamente, tem contribuído para a difusão e o aumento no consumo de orgânicos.

A Organis estima que existam hoje no Brasil entre 3 mil a 4 mil itens de produtos orgânicos no mercado.

Hoje, temos no mercado de “um tudo”: arroz, farinha de mandioca, fubá, farinha de trigo, molho de tomate, biscoito, doces, geleias, conservas, cachaça, leite, ovo, mel, granola, carne bovina, frango, vinagre, mistura para pães e bolos, refrigerantes, sucos, café... e vai por aí.

Grandes conglomerados do chamado setor de alimentação saudável, como Jasmine, Korin, Native e Mãe Terra, já têm linhas bastante variadas de produtos orgânicos, sendo que esta última tem até uma linha de produtos assinados pela nutricionista e apresentadora Bela Gil. 

O caso do arroz, por exemplo, é emblemático: O Brasil é o maior produtor de arroz orgânico da América Latina, cuja produção, realizada por cooperativas gaúchas de agricultura familiar, é coordenada pelo MST, que produz também sucos e molho de tomate com a marca Terra Livre. Também no Rio Grande do Sul (Camaquã) está localizada a Volkmann, que produz vários tipos de arroz orgânico em sua própria fazenda.

Armazém Sustentável

O Brejal, para quem não conhece, é quase um paraíso na serra de Petrópolis, no Rio de Janeiro.

Ali está instalada a pequena fábrica de produtos orgânicos artesanais Armazém Sustentável, de Gustavo Aronovick e Luiz Henrique Fonseca. O Brejal é, também, um verdadeiro celeiro de produtores de insumos orgânicos. E é dali, principalmente, que Gustavo e Luiz Henrique conseguem, por intermédio de produção própria ou de agricultores locais, os produtos - tomate, berinjela, alho, jabuticaba, laranja da terra, por exemplo - para fazer as suas conservas e geleias orgânicas; o que não conseguem no local, importam de produtores de São Paulo e do Espírito Santo

Além dos produtos próprios, recentemente o Armazém Sustentável passou a comercializar produtos orgânicos de outros produtores com a sua marca, como é o caso do mel produzido em União da Vitória (PR e o vinagre feito a partir do caldo de cana-de-açúcar orgânico em Bom Princípio (RS).

“Há algum tempo nossa ideia era aumentar a linha de produtos, sem envolver custos com mão de obra e fabricação”, informa Luiz Henrique. “A partir daí, pesquisamos algumas empresas de produtos orgânicos, e que tivessem a mesma filosofia da sustentabilidade, para desenvolver lotes exclusivos com a marca Armazém Sustentável”, informa Luiz Henrique.

Ele avalia que o investimento em novos produtos vale a pena, “pois o mercado está em crescimento constante, ainda que com muitas dificuldades de logística para o mercado interno e também pela atual crise do país. É um mercado que se consolida a cada ano em função do aumento da demanda do público por produtos saudáveis e com origem certificada”, diz.

Cachaça Werneck

Em Rio das Flores, também no Rio de janeiro, Eli Werneck (na foto de Diego Mendes na abertura da matéria) conseguiu a certificação orgânica para a sua cachaça Wernek em 2017, depois de cinco anos “transformando” seu canavial em cultura orgânica. E não se arrepende, pois o “simples” fato de ter acrescentado em seus produtos o selo orgânico fez as vendas aumentarem. 

“Descobri que muita gente passou a interessar pela minha cachaça por ser um produto orgânico, o que tem facilitado, também, a exportação; é um selo sério, rigoroso e que, realmente, agrega valor ao produto. É algo que eu não pretendo largar nunca mais (o certificado deve ser renovado anualmente)”, diz Eli.

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