Caixa dois, Moro?

"Há uma diferença entre Deltan Dallagnol e Sergio Moro, revelada hoje pela Folha. Dallagnol ostentava o dinheiro que recebia nas palestras e exibia-se para a esposa e os colegas. Moro era reservado. Tão reservado que escondia dos superiores e dos órgãos de controle o recebimento de grana por palestras pagas", diz o colunista Moisés Mendes

(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Há uma diferença entre Deltan Dallagnol e Sergio Moro, revelada hoje pela Folha.

Dallagnol ostentava o dinheiro que recebia nas palestras e exibia-se para a esposa e os colegas.

Moro era reservado. Tão reservado que escondia dos superiores e dos órgãos de controle o recebimento de grana por palestras pagas.

Mas o grupo Sinos, que teria pago Moro, segundo o próprio Moro, poderá confirmar. O grupo tem uma rede de rádios e jornais e deve estar interessado em esclarecer a questão, ou o juiz recebia por fora?

O Grupo Sinos, porta-voz da direita do Vale, está com a palavra, em nome da transparência que também deve defender.

Se o Grupo Sinos não se manifestar, haverá uma confissão de concordância com a manchete da Folha: Sergio Moro escondia que era pago (e bem pago, dizia ele) para fazer palestras.

O único que ficava sabendo dos pagamentos, como revelam as mensagens publicadas hoje pela Folha, era Deltan Dallagnol, o boca grande.

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