Câmara tem que aprovar processo contra Temer, pelo bem do Brasil

O Brasil está mais do que cansado do desastroso governo Michel Temer, o ilegítimo. O acúmulo de notícias ruins — a última dá conta de que o Brasil caminha rapidamente de volta para o Mapa da Fome – leva o povo brasileiro a uma descrença generalizada

O presidente brasileiro Michel Temer no Palácio do Planalto, em Brasília 25/07/2017 REUTERS/Adriano Machado
O presidente brasileiro Michel Temer no Palácio do Planalto, em Brasília 25/07/2017 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Carlos Zarattini)

O Brasil está mais do que cansado do desastroso governo Michel Temer, o ilegítimo. O acúmulo de notícias ruins — a última dá conta de que o Brasil caminha rapidamente de volta para o Mapa da Fome – leva o povo brasileiro a uma descrença generalizada. O quadro piora ainda mais com as graves denúncias de corrupção praticada por membros do atual governo, a começar por Temer, o único presidente brasileiro denunciado pelo crime de corrupção passiva durante o exercício do cargo.

Nesse cenário, a Câmara tem um papel histórico nesta quarta-feira, dia 2, para votar e autorizar continuidade da denúncia contra Temer. Pesquisa feita pelo instituto Ibope por encomenda da ONG Avaaz e divulgada nesta segunda-feira (31) mostra que 81% dos eleitores brasileiros são a favor da abertura de um processo contra Temer no STF (Supremo Tribunal Federal).

Os deputados devem votar em sintonia com o clamor popular.

Riquezas nacionais – A Bancada do PT entende que é vital a aprovação do seguimento da denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República. Temer deve ser afastado, pois a cada dia que passa ele prejudica mais a população brasileira. Trata-se de um verdadeiro desgoverno no País.

Não interessa a ninguém a continuidade de Temer, a não ser aos que apoiaram o golpe e estão ganhando com a política de destruição de direitos do povo brasileiro e a entrega das riquezas nacionais a grupo estrangeiros.

O nosso entendimento é de que a profunda crise econômica, social e institucional com Temer e sua quadrilha no Palácio do Planalto só será debelada com sua saída e a antecipação das eleições diretas para presidente, vice-presidente, senadores e deputados federais.

Só com a chancela do voto popular, com a eleição de um governo legítimo, teremos condições de sair do atual atoleiro.

O governo Temer surgiu de um golpe contra uma presidenta legítima e implementa uma agenda antinacional e antipopular que não foi referenda pelos eleitores.

Meirelles – À parte a necessidade da aprovação da continuidade da denúncia contra Temer, cabe uma palavra sobre a situação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. É inconcebível que não tenha sido investigado até agora, no meio do turbilhão de denúncias contra membros do governo por prática ou suspeita de corrupção.

Na semana passada, o site "BuzzFeed" publicou uma reportagem afirmando que Meirelles recebeu R$ 217 milhões em pagamentos no exterior por serviços prestados como consultor de empresas antes de assumir o ministério, dos quais pelo menos R$ 50 milhões após entrar para o governo.

Por isso, vamos entrar com várias ações contra ele. No âmbito da Câmara, exigimos que ele preste contas no plenário da Casa. A Controladoria-Geral da República deve investigá-lo, assim como a Procuradoria-Geral da República.

Nós, do PT, queremos que a PGR abra investigação contra Meirelles, por ter prestado consultorias a empresas do grupo J&F. É evidente que, pelo volume de dinheiro, Henrique Meirelles tinha amplo conhecimento das atividades, das decisões, da gestão do grupo J&F e da JBS propriamente dita.

Não basta o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, investigar Michel Temer após a delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista. O ministro da Fazenda também deveria ser alvo de inquérito. Afinal, é o ministro da Fazenda que dá estabilidade à gestão econômica do País e sobre ele não poderia pairar nenhuma suspeita.

Mas quando se trata do governo Temer, tudo é possível. O presidente é denunciado pela PGR por corrupção passiva e seu ministro da Fazenda agora é suspeito de participar de operações no mínimo nebulosas.

Como alguém , em 2016, já no cargo de ministro da Fazenda, lucra RS 217 milhões com consultoria pela prestação de serviços a grandes empresas, como a holding J&F, do empresário Joesley Batista? É a pergunta que tem de ser respondida o mais rápido possível."

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