Campanha deseleitoral

"Isso que estamos vivendo é um episódio inédito na política brasileira. Não é impeachment, porque não há crime de responsabilidade. Por isso acho mais conveniente denominá-lo 'campanha deseleitoral'. Trata-se não de eleger, mas de 'deseleger' a presidente da República", diz o colunista Alex Solnik; "A batalha só não está perdida porque, por enquanto, os tais 'movimentos de rua' mobilizaram somente a 'elite branca'. A maioria da população ainda não percebeu que será a principal prejudicada caso a presidente seja 'deseleita', anestesiada pelas novelas e pelo futebol, por isso continua em casa, sem entender o que está acontecendo"

"Isso que estamos vivendo é um episódio inédito na política brasileira. Não é impeachment, porque não há crime de responsabilidade. Por isso acho mais conveniente denominá-lo 'campanha deseleitoral'. Trata-se não de eleger, mas de 'deseleger' a presidente da República", diz o colunista Alex Solnik; "A batalha só não está perdida porque, por enquanto, os tais 'movimentos de rua' mobilizaram somente a 'elite branca'. A maioria da população ainda não percebeu que será a principal prejudicada caso a presidente seja 'deseleita', anestesiada pelas novelas e pelo futebol, por isso continua em casa, sem entender o que está acontecendo"
"Isso que estamos vivendo é um episódio inédito na política brasileira. Não é impeachment, porque não há crime de responsabilidade. Por isso acho mais conveniente denominá-lo 'campanha deseleitoral'. Trata-se não de eleger, mas de 'deseleger' a presidente da República", diz o colunista Alex Solnik; "A batalha só não está perdida porque, por enquanto, os tais 'movimentos de rua' mobilizaram somente a 'elite branca'. A maioria da população ainda não percebeu que será a principal prejudicada caso a presidente seja 'deseleita', anestesiada pelas novelas e pelo futebol, por isso continua em casa, sem entender o que está acontecendo" (Foto: Alex Solnik)

Isso que estamos vivendo é um episódio inédito na política brasileira.

   Não é impeachment, porque não há crime de responsabilidade. Por isso acho mais conveniente denominá-lo “campanha deseleitoral”.

   Trata-se não de eleger, mas de “deseleger” a presidente da República.

   A campanha eleitoral acontece num determinado período e em determinados horários nas emissoras de TV.

   A campanha “deseleitoral” acontece o tempo todo desde o início de 2015 e além de aparecer durante 24 horas na maior emissora do país conta com a colaboração da Editora Abril, da rádio Jovem Pan, da “Folha” e do “Estadão”.

   Funciona assim.

   A Polícia Federal fornece a matéria prima, em forma de delações “premiadas” para o juiz Sergio Moro, que a distribui aos órgãos já citados, que alimentam os movimentos de rua, financiados pelo Grupo Ultra, pela Fiesp e outras empresas, que, por sua vez, pressionam os 513 deputados federais e 81 senadores que formam o “colégio deseleitoral”.

   Diferentemente de uma campanha eleitoral, em que quatro ou cinco ou nove candidatos disputam um contra o outro, na “campanha deseleitoral” são todos contra um: todos – Cunha, Temer, Aécio, Marina contra a presidente da República.

   E até mesmo no STF há ao menos um ministro (Gilmar Mendes) que desde há muito trocou a toga da imparcialidade para unir-se à campanha.

   Por aí dá para entender porque a Polícia Federal prendeu o principal marqueteiro do governo (João Santana) e está tentando prender o maior cabo eleitoral do governo (Lula).

   Como se vê, a principal batalha que o governo enfrenta é a da comunicação, com resultado até agora completamente desfavorável. O SBT, a TV Band, a RedeTV e a Rede Record estão neutras. A TV Cultura, que espicaça com seu “Roda Viva” não tem ibope para sequer entrar na batalha. A única emissora que está ao lado do governo é a TV Brasil, mas a sua audiência e, portanto, seu poder de fogo é limitadíssimo.

   Os aliados do governo são os 39 ministros, que deveriam dar sangue, suor e lágrimas na defesa do status quo, mas ninguém sabe aonde estão nem o que estão fazendo, sendo que alguns dos principais também foram neutralizados pela Polícia Federal e pela República de Curitiba.

   A batalha só não está perdida porque, por enquanto, os tais “movimentos de rua” mobilizaram somente a “elite branca”. A maioria da população ainda não percebeu que será a principal prejudicada caso a presidente seja “deseleita”, anestesiada pelas novelas e pelo futebol, por isso continua em casa, sem entender o que está acontecendo.

   Nessa maioria estão as 13,9 milhões de famílias ou 45,8 milhões de pessoas (um em cada quatro brasileiros) que recebem a “bolsa família” e é aí que o governo pode começar a virar o jogo, se conseguir informá-los – furando o paredão “deseleitoral” comandado pela Rede Globo – que eles vão perder a sua renda assim que a “deseleição” se consumar e colocá-los na rua, massivamente, para fazer a contrapressão sobre os 594 “deseleitores”.

   Não é uma tarefa fácil, mas não vejo outra saída para o governo Dilma.

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