Caos e pânico na Saúde do DF

No governo Rollemberg o caos se instalou na saúde pública. A família brasiliense, especialmente as mais humildes que não têm condições de arcar com as despesas de hospitais e médicos particulares estão tomadas pelo pânico

No governo Rollemberg o caos se instalou na saúde pública. A família brasiliense, especialmente as mais humildes que não têm condições de arcar com as despesas de hospitais e médicos particulares estão tomadas pelo pânico
No governo Rollemberg o caos se instalou na saúde pública. A família brasiliense, especialmente as mais humildes que não têm condições de arcar com as despesas de hospitais e médicos particulares estão tomadas pelo pânico (Foto: Chico Vigilante)

No governo Rollemberg o caos se instalou na saúde pública. A família brasiliense, especialmente as mais humildes que não têm condições de arcar com as despesas de hospitais e médicos particulares estão tomadas pelo pânico.

Boa parte do noticiário local no DF tem sido dedicado a casos de denúncias de mal atendimento por parte dos hospitais públicos da Capital da República.

As emergências estão lotadas e sem atendimento. Os equipamentos estão quebrados e sem manutenção. A espera por consulta dura meses, e exames não são realizados.

As alegações são de que falta tudo: equipamentos, médicos, ambulâncias, gasolina, plantonistas, medicamentos.

Para mim o que falta é gestão, competência, vergonha! Dinheiro não falta. Orçamento para a saúde existe e tenho publicado com frequência os números do SIGGO a respeito.

No final da semana passada, a imprensa noticiou que o senhor Antônio Paiva Filho, de 62 anos, morreu enquanto aguardava uma ambulância do SAMU por mais de 10 horas para ser transferido do Hospital de Planaltina para uma vaga na UTI de hospital privado. A justificativa foi falta de gasolina.

Esta semana havia mal começado e o caos na saúde pública vitimou o servidor público Arnaldo Teixeira, que sofreu uma AVC na quarta-feira passada e foi internado no Hospital do Gama.

Necessitava de uma tomografia intracraniana, o que não era possível naquele hospital. A solução seria transferí-lo para o Hospital de Base, mas os familiares relatam que não havia ambulância de UTI abastecida para o transporte.

Essa situação é insustentável e não pode continuar.

Na tentativa de dar uma basta a ela entrei esta semana com representação junto ao Ministério Público do Distrito Federal e Território, para noticiar o descaso na saúde pública do Distrito Federal e solicitar ao MP que no uso de suas atribuições de fiscal da lei, adote as providências cabíveis no sentido de obrigar judicialmente que os agentes públicos do Distrito Federal garantam que os serviços de saúde pública voltem a ser prestados com um padrão mínimo de qualidade.

Esse caos a que assistimos diariamente está umbilicalmente ligado à obsessão do atual Governo em implantar no Distrito Federal o sistema de Organizações Sociais, contra a qual os servidores públicos da saúde têm se manifestado veementemente.

Enquanto o GDF não consegue esse intento, está deixando as pessoas sem o necessário atendimento médico-hospitalar, que é exatamente para pintar um quadro catastrófico e vender a ideia de uma nova saúde boa e milagrosa administrada pelas Organizações Sociais.

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