Capacho de Bolsonaro vira ministro da Justiça

"Pela segunda vez em 24 horas Bolsonaro mostra, sem pudor, que acha normal usar o Palácio do Planalto como extensão da sua casa e o aparelho do estado para servir a seus interesses pessoais e de sua família", escreve Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia, em referência à ida de Jorge Oliveira, amigo pessoal da família Bolsonaro, para o ministério da Justiça

(Foto: Marcello Casal Jr - Agência Brasil)
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Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia

A capacidade que o ainda presidente Bolsonaro tem de achincalhar e avacalhar as principais instituições nacionais é inexcedível e inesgotável, como se confirmou hoje, quando Jorge de Oliveira foi anunciado como novo ministro da Justiça em lugar de Moro.

Quem é ele? Um eminente jurista? Um advogado de respeito? Uma unanimidade nacional? Uma cabeça privilegiada? Um novo Rui Barbosa?

Nada disso, apenas um apagado funcionariozinho de Bolsonaro dos tempos de deputado, que foi um ministro apagado sabe-se-lá-do-que, e agora assume a Justiça apenas para cumprir ordens, o que já se dava com seu pai, de quem herdou a vassalagem.

É difícil imaginar ter havido um ministro tão desqualificado como esse na história do ministério da Justiça.

Não é e nunca foi nada mais que um capacho de Bolsonaro.

Em apenas 24 horas Bolsonaro colocou em dois postos fundamentais da nossa República –  a Polícia Federal e o Ministério da Justiça - duas pessoas cuja principal virtude não é serem as mais habilitadas tecnicamente para cumprir a função e sim serem subalternas dele, o que implica em dizer que estão escaladas para melar as investigações sobre seus filhos e cumprir o sonho bolsonarista de transformar a PF em polícia política, com duas missões: atacar os adversários e proteger os correligionários.

Pela segunda vez em 24 horas Bolsonaro mostra, sem pudor, que acha normal usar o Palácio do Planalto como extensão da sua casa e o aparelho do estado para servir a seus interesses pessoais e de sua família.

A má notícia para ele é que cada vez menos brasileiros concordam com isso.

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