Carta aberta à população

 Nós queremos que o STF julgue o Mandado de Segurança impetrado pela defesa de Dilma Rousseff que solicita a anulação do impeachment, pois acreditamos que julgando o mérito fatalmente o impeachment será anulado e a Dilma reconduzida ao cargo de presidenta. Se isto ocorrer, as maldades a nós  impingidas pelo traidor Temer serão canceladas

Brasília - DF, 05/06/2015. Presidenta Dilma Rousseff durante entrevista à TV France 24. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.
Brasília - DF, 05/06/2015. Presidenta Dilma Rousseff durante entrevista à TV France 24. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR. (Foto: Edison Brito)

À população.

Prezados compatriotas

Somos do Movimento Nacional pela Anulação do Impeachment (MNAI). Temos dois anos de existência.  A militância é formada por  trabalhadores, aposentados, estudantes, artistas, professores e etc. Este movimento surgiu espontaneamente durante as manifestações contra o golpe que se avizinhava. Temos comitês em vários estados. Nos reunimos ao menos uma vez por semana e possuímos página no facebook e twitter para maiores informações.

Nosso objetivo é derrotar o golpe de estado e os golpistas,  resgatar a democracia vilipendiada pelos usurpadores como almejam  outros grupos democratas e progressistas.

O que nos difere deles é o alvo da nossa luta e os mecanismos que usamos. Enquanto alguns querem “Diretas Já”, outros preferem garantir as eleições de 2018 com Lula  candidato. Nós queremos que o STF julgue o Mandado de Segurança impetrado pela defesa de Dilma Rousseff que solicita a anulação do impeachment, pois acreditamos que julgando o mérito fatalmente o impeachment será anulado e a Dilma reconduzida ao cargo de presidenta. Se isto ocorrer, as maldades a nós impingidas pelo traidor Temer serão canceladas.

E duvidamos que, diante dos fatos novos surgidos de corrupção no congresso, todos os juízes estejam dispostos a compactuar com a quadrilha de vigaristas que tomou o poder.

Vejam o vídeo recente da delação do doleiro Funaro. Ele afirma, com todas as letras, que Eduardo Cunha, então presidente da câmara de deputados, pediu dinheiro para subornar parlamentares  com intuito de  apoiarem a  derrubada do governo legalmente eleito.

Será possível que a maioria do STF não esteja nem aí para suas autobiografias? Será que não se importam em se sujar defendendo marginais? E seus descendentes? Será que a maioria não se preocupa com o estigma de golpistas que netas, netos, filhas e filhos possivelmente carregarão pela vida toda? É complicado acreditar que sejam assim.

Atualmente coletamos assinaturas para pressionarmos o Supremo.  Eles têm obrigação ética, moral, constitucional e profissional de julgar esse MS e nós temos que pressioná-los sim.

 No dia “D” do golpe, quem estava presidindo a sessão? Ricardo Lewandowski, presidente do STF. Pois então, se ele serve para presidir, não pode se omitir. O STF já prendeu, suspendeu, cassou  senador e deputado e, se agora, vier com o discurso que não pode se intrometer no outro poder,  ficará evidente a participação no golpe e demonstrado a covardia de seus membros.

Nós somos as  vítimas do golpe, os que estão perdendo emprego, os que estão deixando de estudar, os que estão ficando sem atendimento médico, sem moradia e  sem direitos. 

Nós, do MNAI,  apoiamos qualquer manifestação de combate ao golpismo. Temos alguns parlamentares defendendo a luta pela anulação do impeachment, mas apelamos à todas as lideranças da  CUT, MTST, MST, PT  que fortaleçam nossa batalha.  Durante o cerco do congresso apanhamos, levamos spray de pimenta, bala de borracha,  bombas de gás. E mesmo diante dessa repressão, gritamos pela anulação e por diretas. Com a volta da Dilma teríamos  garantia de  novas eleições.  Precisamos de ajuda. Precisamos fortalecer o movimento e gostaríamos que todos divulgassem nossa Ação. 

Acessem nossa página, baixem o formulário. Coletem assinaturas, nos pontos de maior movimento em sua cidade.  Abram comitês, saiam do mundo virtual. Venham para a rua esclarecer os fatos, conversem com as pessoas. A mídia virtual é boa até certo ponto, passou dele, ela se torna um agente de acomodação. A pressão está no irmos às ruas. Gritar. Fora golpista! Viva a democracia! Audácia. Precisamos ser audaciosos. Façamos história.

Temos que derrotar o golpe, não há outra saída. O tempo trabalha contra nós.

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