Celso Daniel, tríplex, Marille Franco e a insensatez de Sérgio Moro

Toda vez que há alguma crise em um partido de direita, aparece alguém da grande imprensa requentando o caso, mais que resolvido, do assassinato do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel. Dessa vez, em meio a denúncias pesadas sobre o governo Bolsonaro, foi a revista Veja, tradicional crítica do Ex-presidente Lula, que voltou a tocar no assunto, deixando os críticos do Ex-presidente em polvorosa.

A informação do folhetim tucano, foi baseado em um depoimento de Marcos Valério que, segundo a Veja, ouviu uma declaração de um empresário que voltaria a colocar Lula entre os suspeitos do caso, repito eu, mais que resolvido, inclusive, estando o inquérito fechado e os verdadeiros culpados cumprindo pena.

Mas existe um outro caso, envolvendo o Planalto e assassinato, muito menos esclarecido que a trágica morte do Ex-prefeito de Santo André. A Rede Globo, emissora conhecida por ser crítica ao PT, Lula e toda a esquerda, que apoiou os golpes de 1964 e 2016, fez uma denúncia que coloca o Presidente Bolsonaro no epicentro do caso Mairielle franco.

Mairielle, como sabemos, era vereadora do Rio de Janeiro e atuava fortemente contra as milícias, entidades paramilitares, constantemente suportadas pelo clã Bolsonaro. Os “príncipes” da república monarca que nos tornamos, já, inclusive, premiaram na Câmara de Vereadores do Rio os principais suspeitos de terem alvejado Meirielle e seu motorista, em plena luz do dia, nas ruas de um caótico Rio de Janeiro. Flávio Bolsonaro, ainda, empregou, em seu gabinete, a mãe e esposa de um dos chefes da milícia, o Ex-policial militar e chefe de um grupo de extermínio, Adriano Magalhães da Nóbrega

O Próprio presidente, com complexo de rei, já defendeu publicamente o miliciano: “brilhante oficial”, emendou quando ainda era um parlamentar filiado ao PP. Mas, agora, no conturbado e rachado PSL, e ocupando o cargo máximo do país, as coisas pioraram para Bolsonaro.

Segundo o porteiro do condomínio Vivendas da Barra, o suspeito Elcio Queiroz, teria dado o nome de Bolsonaro para entrar no no referido condomínio, onde morava Ronnie Lessa, outro miliciano e principal suspeito de ter efetuado os disparos em Marielle . “coincidentemente” , Jair Bolsonaro possuía residência no mesmo condomínio.

Curiosa é a portura de Sérgio Moro. Juiz na época do julgamento do tríplex, que colocou Lula na condição de preso político e o impediu de concorrer – e ganhar – as eleições presidenciais de 2018, ele utilizou como principal evidencia o depoimento do porteiro do condomínio, onde Lula nunca passou uma noite sequer.

Agora, como Ministro do governo que ajudou a eleger, o paranaense não demorou em questionar o depoimento do outro porteiro, alegando publicamente que o este estaria “equivocado” ou “mal-intencionado”, querendo incriminar, de forma proposital, Jair Bolsonaro.

Para Moro existem presidentes e presidentes. Porteiros e porteiros. Tudo dependendo dos fins que deseja alcançar.

Sabemos que Moro, quando Juiz, tinha um propósito único de acabar com um projeto de poder. Agora, como Ministro, seu propósito é ajudar a manter um outro projeto, corrupto e sanguinário. Em ambas funções lhe faltou sensatez e, sobretudo, parcialidade. Na monarquia bolsonarista, o ex-juiz vaidoso e aclamado, não passa de um bobo da corte, com popularidade em franca queda e cada vez mais desacreditado por governo, oposição, mídia, sociedade e todos os tipos de instituições.

Imagino Moro agora, nesse momento, Moro procurando alguma delação contra Lula para abafar o caso que envolve seu monarca. O Ministro, nos próximos dias, deve apresentar algo contra Lula, para assim, tirar seu chefe das primeiras páginas. Particularmente, apostaria em uma declaração de Palocci, requentada e inverídica como declarações de Marcos Valério. Esse é o modos operandi do comandante-mor da república de Curitiba. Enquanto isso, a pergunta que nos resta é: quem mandou matar a vereadora do PSOL usa faixa presidencial?

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