Chamar Temer de chefe de quadrilha não é injúria

Presidente Michel Temer durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília 05/06/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente Michel Temer durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília 05/06/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Alex Solnik)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

  O juiz Marcos Vinicius Reis Bastos 12ª Vara Federal de Brasília rejeitou o pedido de Temer de processar Joesley Batista por injúria e difamação por três motivos: 1)  “Não houve intenção deliberada de difamar o presidente”; 2) “A reiteração de fatos afirmados em acordo de colaboração premiada é direito do querelado” e  3) “Manifestação eventualmente ofensiva feita com o propósito de informar, debater ou criticar,  desiderato particularmente amplo em matéria política, não configura injúria”.

   Das alegações do juiz podemos deduzir que: 1) Joesley já tinha dito à PGR que Temer é o chefe da mais perigosa quadrilha do país, e não apenas à revista, só que esse trecho foi mantido em sigilo; 2) chamar o presidente da República de chefe da mais perigosa quadrilha do país pode ser ofensa, mas não é injúria e 3) Temer pode ser chamado de chefe da mais perigosa quadrilha do país sem problemas.

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247