Chamem o Mané Pedro (ou eleições gerais)!

Benzer os malfeitores das administrações, municipal, estadual e federal, além dos empresários corruptores, como fazia Mané Pedro com os delirantes de antanho, talvez fosse útil e curasse aqueles que hoje são dados a pratica da corrupção, do nepotismo, da improbidade administrativa, da entrega do país e suas riquezas a interesses internacionais

urna eletrônica. Foto: Nelson Jr./ ASICS/TSE
urna eletrônica. Foto: Nelson Jr./ ASICS/TSE (Foto: Pedro Maciel)

Meu pai é um contador de histórias.

Ele conta histórias simples sobre pessoas igualmente simples, histórias ambientadas no espaço mágico e lúdico da sua infância e adolescência. Ao contar suas histórias revive (ou cria) as experiências que povoam sua memória (ou sua imaginação); dá vida a aventuras e desventuras e o faz de forma original, as apresenta com tal magnetismo que temos a sensação de tê-las vivido ao lado dele.

Não sei se todas as histórias que ele nos conta são verdadeiras, mas, mesmo não sendo, o possível caráter ficcional não retira delas a originalidade ou o conteúdo pedagógico que eles apresentam.

Há uma história sobre um "benzedor" chamado Mané Pedro que viveu na Vila Nova, em Campinas (a Vila Nova é um bairro situado na Região Norte da cidade; seus limites são: ao norte, a Fazenda Santa Elisa; ao sul, o bairro Guanabara; a leste, o Taquaral; e, a oeste, o Jardim Chapadão).

Eu estava esperando uma oportunidade para escrever sobre essa história e acho que chegou o momento diante do caos institucional e ético que vivemos tudo regado a uma repugnante hipocrisia.

Nesse contexto apenas um benzedor poderoso e dono de um método infalível como o Mané Pedro poderia resolver os tantos problemas, pois ele atendia as demandas que se apresentavam de forma, no mínimo, original...

Quando Mané Pedro era chamado para benzer e libertar de delírios os jovens inquietos, os homens dados à indiscrição e desonestidade e as mulheres alcoviteiras, usava um método muito particular (e eficiente).

Como erra esse método?

Bem, ele, um homem simples, de fala mansa recebia os "doentes" e "delirantes" nos fundos de sua em sua casa modesta, ali pertinho da Igreja Nossa Senhora de Fátima e logo depois de rezar um pai-nosso e duas ave-marias surrava (ou benzia?) os delirantes com maços generosos de Espada-de-São Jorge ou Espada-de-Ogum e, nos casos mais graves, usava o "rabo-de-tatu".

Todos saiam libertos do mal que os acometia e não havia recaídas.

Os malfeitores da república mereceriam os serviços de libertação de Mané Pedro.

Benzer os malfeitores das administrações, municipal, estadual e federal, além dos empresários corruptores, como fazia Mané Pedro com os delirantes de antanho, talvez fosse útil e curasse aqueles que hoje são dados a pratica da corrupção, do nepotismo, da improbidade administrativa, da entrega do país e suas riquezas a interesses internacionais, dentre outros males contemporâneos.

Chamem o Mané Pedro ou eleições gerais, para afastar das nossas vidas todos os canalhas travestidos de políticos, empresários, juízes e promotores. Ministros, procuradores que buscam nada além de manter privilégios ou atender interesses de quem os financia.

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