Cidadão de bens

Eu defendo a ordem e a destruição. De tudo que eu faço quando ninguém vê. De tudo o que eu falo sem você saber. De tudo que eu penso e não posso dizer

Eu me considero um cidadão de bem

Tudo o que eu faço é tão perfeito.

Eu sou aquele sujeito que

A minha aparência pode te enganar.

Eu defendo a ordem e a destruição

De tudo que eu faço quando ninguém vê

De tudo o que eu falo sem você saber

De tudo que eu penso e não posso dizer.

 

Eu não gosto de bandido.

Amarra no poste! Põe no paredão!

Eu não gosto de bandido, não!

Mas se ele for branco e rico

Eu morro de paixão.

 

Sou meritocrata, dono da moral

Todo o mau costume é tão plebeu.

Eu não abro mão de ser tradicional

Meu “eguismo” é tanto, que Deus é só meu.

Eu sou ser humano e falo de amor.

Do meu lado só quem for igual a mim

Na minha festa, só quem curte um bom merlot,

Quem come no meu prato e do meu capim

 

Eu não gosto de bandido

É pena de morte! Lei de Talião.

Eu não de gosto de bandido, não!

Mas se formos parecidos

Eu abro uma exceção.

 

Faço caridade, te dou um trocado.

Eu não quero nada de quem não tem pra dar

Mas eu quero tudo. O meu pão é sagrado

Mas o seu é o resto do que me sobrar.

Não me identifico com esse ser tribal.

Deve ser meu approach assim tão português.

Deve ser meu cult assim tão francês.

Deve ser o Índio que habita em vocês.

 

Eu não gosto de bandido.

Isso é um perdido! É filho do cão!

Eu não gosto de bandido, não!

Mas se ele prega Jesus Cristo.

Tem minha salvação.

 

Eu me considero um cidadão de bem

Mas você vai de trem e eu pelo ar.

Se você não chega, pra mim tudo bem!

Não é todo mundo que deve chegar.

Eu conto, de fadas, umas duas ou três.

A conta se acaba ao parar no sinal.

Não quero dividir nada com vocês.

Eu não tive culpa de nascer normal.

 

Eu não gosto de bandido!

Vício tão maldito. Só consumição.

Eu não gosto de bandido, não!

Mas se ele traga o mesmo “trigo”

É pura curtição.

 

Mas se ele prega Jesus Cristo

Tem minha salvação.

Mas se formos parecidos

Eu abro uma exceção.

E se ele for branco e rico

Eu morro de paixão.

Preste atenção no que eu digo

Eu sou um cidadão.

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