Coisas da mídia conservadora

Nada acontece no Brasil sem passar pelos quatro grandes: Folha dos Frias, Estadão dos Mesquita, Veja dos Civita e Globo dos Marinho

Coisas da mídia conservadora
Coisas da mídia conservadora

Nada acontece no Brasil sem passar pelos quatro grandes: Folha dos Frias, Estadão dos Mesquita, Veja dos Civita e Globo dos Marinho.

Essa galera no período pré 2002 abocanhava praticamente 100% das verbas publicitárias dos presidentes eleitos. Todos conservadores, eleitos com o oba-oba desses veículos de comunicação (Registre-se solitária exceção Collor-Folha).

Deu-se que, Lula, observando aquela injustiça pegou o bolo e repartiu, conforme a importância de cada veículo.

Foi um Deus nos cada!

Ricardo Kotcho, assessor de comunicação do presidente desde as eras de sindicato, conta na sua biografia as muitas tentativas de Roberto Civita, proprietário da Editora Abril, tentando uma audiência com Lula. O próprio assessor foi quem quebrou um galho.

Na conversa, muitas lamúrias, sem no entanto sensibilizar o presidente. Pior: Lula compartilhou também com outras editoras a confecção de livros didáticos do Ministério da Educação, o filé mignon da Editora Abril. Aí não deu outra: a pancadaria varou os oito anos do governo petista com uma violência jamais vista na imprensa brasileira.

O artista global José de Abreu divulgou no seu face a história de uma declaração de Roberto Civita, sem pedir segredo a ninguém.

- Não consegui derrubar Lula, mas a Dilma tem os dias contados.

O jogo foi tão pesado (com a devida participação dos outros veículos) que em menos de seis meses, cinco ministros da presidenta caíram.

De tanto insistir, conseguiram derrubar a presidente seis anos depois.

Otávio Frias, dono do jornal a Folha de São Paulo repetia com muito freqûencia: Só quem um dia vai consertar esses país é Serra.
O tucanismo escancarado do jornal é de conhecimento geral, o que muita gente não sabia era do antilulismo preconceituoso do primogênito, Otavio Frias filho

O mesmo Kotcho fala de uma entrevista-almoço em 2002, na sede da Folha, com o candidato a presidente, Lula da Silva.

Depois de muitas perguntas ostensivamente provocativas de Otavinho, Lula fez menção de se levantar e foi devidamente contido pelo seu assessor.

Mas na pergunta seguinte o filho de seu Otávio ultrapassou os limites.

- Como o Sr se acha preparado para governar o país se nem sabe falar inglês.

Aí ninguém mais conseguiu segurar o candidato. Na saída, Lula deu o troco.

- Eu tenho culpa se seu candidato (Serra) vai mal nas pesquisas!

Corria o ano da graça de 2002, a corrida presidencial seguia tudo dentro dos conformes, com Lula em primeiro lugar nas pesquisas e Serra em segundo, quando de repente surge Ciro com toda sua desenvoltura retórica ultrapassando o tucano.

Paulo Henrique Amorim, no seu livro, o 'Quarto Poder', fala de FHC convocando uma reunião com os peso-pesados Antônio Ermírio Moraes, Joseph Safra, dono do banco famoso, seu filho Robert e Olavo Setúbal, proprietário do Unibanco (Itaú hoje).

Fernando Henrique Cardoso: eu já fiz minha parte, derrotei Lula duas vezes, agora é com vocês.

O príncipe tinha toda razão. Onde já se viu uma eleição no Brasil com dois esquerdistas disputando o segundo turno! Não pode!

Foi aí que o desavisado Ciro Gomes, numa palestra em Salvador, caiu na besteira de se exceder um pouco na sua verborragia e a Rede Globo à frente e o resto da mídia no embalo desceram a lenha no cearense durante quinze dias seguidos. A desgraça do candidato veio montada numa pesquisa do IBOPE encomendada, vejam vocês, por Robert Safra: Lula em primeiro, Serra em segundo e lá na rabeira o pobre de Ciro Gomes, que nunca mais durante aquela campanha teve pernas para se levantar

É assim que funciona!!!

E muita gente inteligente, que se acredita cristã, nutrindo sentimentos de ódio e rancor movidos por essa imprensa carregada de ideologia, interesses escancarados e sem o mais remoto compromisso com a ética, com a isenção, com a democracia de nosso país.

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