Com a crise, Witzel e Doria crescem em contraponto à irresponsabilidade de Bolsonaro

"Pelo gestos, pelas frases, pela expressão, o presidente parece viver num mundo paralelo, apartado da realidade, distante do temor da maioria dos brasileiros que vive a apreensão das incertezas sobre o vírus, suas consequências... a respeito do trabalho, do emprego, da saúde, enfim, sobre os rumos da própria vida", escreve o jornalista Ricardo Bruno

(Foto: Divulgação)
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São ainda imprevisíveis as consequências políticas do avanço do coronavírus no Brasil. As variáveis a respeito da capacidade de enfrentamento da crise – números de mortes, qualidade no atendimento hospitalar, internações e atenção aos mais vulneráveis – impedem qualquer projeção segura sobre os seus desdobramentos. Até aqui, contudo, dois dos principais atores da política nacional se fortalecem a olhos vistos em contraponto à fanfarronice irresponsável do presidente Bolsonaro. Pela firmeza e responsabilidade na condução do problema, Wilson Witzel, Rio, e João Dória, em São Paulo, estão se mostrando aos brasileiros como mais bem preparados e capazes para gerir o enfrentamento da propagação do vírus. 

Enquanto Bolsonaro quebra o decoro e a quarentena e vai para a galera se confraternizar com os manifestantes, que atentam contra as instituições democráticas, Witzel e Doria tomam medidas concretas e duras para evitar a contaminação dos cidadãos. 

No imaginário coletivo da sociedade brasileira, Witzel e Doria tomam atitudes enquanto Bolsonaro dá mostras de absoluto despreparo para gestão da crise. Se não bastassem as declarações do presidente de que há um alarmismo desnecessário em relação à pandemia, suas atitudes e postura, como neste domingo na porta do Alvorada, transmitem a ideia de um gestor irresponsável, presepeiro nos momentos mais inadequados; de conduta impregnada por um perigoso autismo político. 

Pelo gestos, pelas frases, pela expressão, o presidente parece viver num mundo paralelo, apartado da realidade, distante do temor da maioria dos brasileiros que vive a apreensão das incertezas sobre o vírus, suas consequências... a respeito do trabalho, do emprego, da saúde, enfim, sobre os rumos da própria vida. 

No campo oposto, Witzel e Doria montam gabinetes de crise, decretam o fechamento de escolas, mudam a rotina dos hospitais, cancelam férias dos profissionais de saúde; monitoram 24 horas o agravamento do quadro. Em outras palavras: passam confiança em oposição à irresponsabilidade presidencial.

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