Com a prisão de Lula, consuma-se a ditadura dos togados

Espero que a Nação brasileira acorde para as atrocidades que estão sendo cometidas em nome de uma Justiça. Enquanto Lula está sendo preso, os direitos dos trabalhadores estão sendo extirpados

Ex-presidente Lula em ato com artistas e intelectuais no Rio de Janeiro. Foto Ricardo Stuckert
Ex-presidente Lula em ato com artistas e intelectuais no Rio de Janeiro. Foto Ricardo Stuckert (Foto: Chico Vigilante)

Este dia 5 de abril entrará para a história como um dos mais tristes do nosso país como sendo o dia em que se consumou uma ditadura comandada por juízes togados, baseados em demagogia e irresponsabilidade.

O mesmo juiz que livrou da cadeia os réus do caso Banestado, no Paraná, um dos maiores escândalos que a nossa Nação já conheceu, decreta à prisão um homem justo, correto e honesto e cujas acusações feitas até o momento em nada foram provadas.

No tribunal máximo do país, o Supremo Tribunal Federal, uma ministra reconhece que a prisão após a segunda instância é inconstitucional, mas que, no entanto, preferia cometer uma injustiça em nome da colegialidade da corte, lixando-se para a carta-magna do Brasil.

O clube dos ministros do STF não pode ser maior do que a Constituição Federativa Brasileira. É tão pior, ou até mais, do que na época da ditadura em que Jarbas Passarinho sustentava que mandava a “consciência às favas”.

Hoje, o STF é um tribunal acovardado, que tem medo de generais, e rasga a Constituição para prender uma liderança mundial. São criminosos que atentam contra a República e o país mergulha, hoje, na pior fase de escuridão de sua história.

Espero que a Nação brasileira acorde para as atrocidades que estão sendo cometidas em nome de uma Justiça. Enquanto Lula está sendo preso, os direitos dos trabalhadores estão sendo extirpados.

Os batedores de panelas que, com certeza, vão soltar fogos de artifício, apoiadores de bandidos e vendilhões da Nação, hoje, estarão felizes.

Vou defender em todos os fóruns de discussão que o Partido dos Trabalhadores não participe das eleições enquanto não se restabelecer o Estado de Direito no Brasil.

No entanto, amanhã será outro dia. E, um dia, a história mundial irá reconhecer o crime praticado no início da noite desta quinta-feira.

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