Com centrão, Alckmin vai cair ainda mais

"Há uma novidade no cenário eleitoral, torcida brasileira: o golpe tem candidatura oficial, a de Alckmin. O mesmo centrão que devastou o país, quer continuar na presidência do executivo, com um fantoche destituído de ideias, de projeto e de biografia, como Temer", diz o colunista Gustavo Conde, sobre o apoio do centrão a Geraldo Alckmin

Com centrão, Alckmin vai cair ainda mais
Com centrão, Alckmin vai cair ainda mais (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)

O golpe saiu em massa para apoiar Alckmin (golpe este representado por PP, DEM, PRB, PR, PTB). A coisa vai ficar feia. Com esse apoio, Alckmin vai cair ainda mais nas pesquisas, uma vez que o eleitor rechaça o golpe. A aliança pode implodir aos 45 do segundo tempo, deixando mais um rastro de horror na já devastada cena política brasileira.

O discurso de Alckmin é o mais frágil do cenário eleitoral. O político de Pindamonhangaba gerencia mal os sentidos do discurso político, sua dicção é ‘atrasada’, tem ‘delay’, é parada no tempo. Em outras palavras, ele “fala mal”.  Para piorar, o ex-governador não sabe muito bem o que falar. Ele tem o ethos dos políticos do século passado, abusa da demagogia e dos delírios encomiásticos, transfigurando uma espécie de Maluf sem sal.

Vai ser engraçado. Nunca o país viu tanta gente eleitoralmente incompetente junta. Os brancos e nulos estão em festa.

Agora, convenhamos: o centrão fez uma "jogada de mestre" em apoiar Alckmin. Um candidato fraco, em declínio, sem voto e carente de amor, mas com um partido grande e incrustado em várias instâncias de poder, sobretudo no judiciário.

Alckmin vai aceitar tudo, vai chamar urubu de meu louro.

Há, portanto, uma novidade no cenário eleitoral, torcida brasileira: o golpe tem candidatura oficial. O mesmo centrão que devastou o país quer continuar na presidência do executivo, com um fantoche destituído de ideias, de projeto e de biografia (como Temer).

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