Com o fim da candidatura Huck, quem ganha é Bolsonaro

Caso a justiça brasileira, mais especificamente, o TRF-4, insista na temeridade de alterar o curso da história, impedindo que Lula se candidate nas próximas eleições, muita gente vai sentir falta do homem do Caldeirão para dividir os votos da direita e servir de contraponto mais ou menos civilizado, ao furioso avanço do fascismo full, duro e puro, sobre o país, nas eleições de 2018

Deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ)
Deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) (Foto: Mauro Santayanna)

Não há nada a comemorar na renúncia do apresentador Luciano Huck à sua pré-candidatura à Presidência da República.

Queira ou não, eventualmente um produto neoliberal com a marca da Globo escrita, pelo tempo e estilo, na testa, e com grande potencial de penetração no "mercado" e na faixa sócio econômica que apoia Lula, ele teria muito mais votos a tirar de Bolsonaro do que daqueles que, contra a maré, o senso "comum" e o discurso único, dizem que votariam no ex-presidente para ocupar a principal cadeira do Palácio do Planalto.

Caso a justiça brasileira, mais especificamente, o TRF-4, insista na temeridade de alterar o curso da história, impedindo que Lula se candidate nas próximas eleições, muita gente vai sentir falta do homem do Caldeirão para dividir os votos da direita e servir de contraponto mais ou menos civilizado, ao furioso avanço do fascismo full, duro e puro, sobre o país, nas eleições de 2018.

Afinal, ficar fora do páreo dará a Huck a possibilidade de fazer qualquer coisa.

Até mesmo, se quiser - embora não aposte minhas moedas de 100 reis nessa hipótese - apoiar publicamente Bolsonaro.

A pergunta que não quer calar é a seguinte: a Globo pressionou Huck a pular fora do barco, apenas para fingir que não tem um lado – o próprio – e que é "imparcial" e por "bom mocismo", ou existe algo mais denso – sombrio e soturno - por trás dessa atitude?

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