Com o novo coronavírus, surge o novo neoliberal

Colunista Leandro Fortes, do Jornalistas pela Democracia, define o "novo personagem": "um cidadão encagaçado que até o início do ano replicava estultices bolsonaristas e agora quer Estado forte, renda mínima e saúde pública de qualidade"

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(Foto: REUTERS/Gary Cameron | ABr)


Por Leandro Fortes, para o Jornalistas pela Democracia - Enquanto só os cucarachas, índios e negros estavam vulneráveis ao ataque do neoliberalismo, não havia problema algum. Era só privatizar tudo: a água, a educação, a saúde, a luz do sol, as estradas, as praias, os parques, o ar, o SUS. Bastava vender tudo: o pré-sal, os hospitais, as universidades, a Petrobras, a Eletrobrás, a EBC, a Amazônia, a soberania, enfim.

Veio o novo coronavírus e, com ele, um novo personagem: o novo neoliberal, um cidadão encagaçado que agora quer Estado forte, renda mínima e saúde pública de qualidade. Era o mesmo sujeito que, até o início do ano, replicava nas redes as estultices bolsonaristas contra a esquerda, a social democracia, o petismo, o comunismo ou qualquer coisa que os imbecis estacionados no Palácio do Planalto entregassem no prato de ração.

Jair Bolsonaro, ele mesmo uma legião de vira-latas comandados, em coleira curta, por Donald Trump, era posto a ladrar para todo lado contra o Estado – um pouco para atender aos interesses dos EUA, muito para a diversão do próprio Trump, que nunca imaginou que ainda pudesse haver, do lado de baixo do Equador, um idiota manipulável do nível de Bolsonaro e de seus três filhos sequelados.

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Assim, enquanto Trump anuncia 2 trilhões de dólares para proteger a renda dos cidadãos e salvar empresas nos Estados Unidos, Bolsonaro faz graça para o gado mantido e alimentado pelo governo em frente ao Palácio da Alvorada.

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Enquanto a União Europeia libera 5 trilhões de dólares para combater a pandemia, e Espanha e Grã-Bretanha estatizam hospitais, Paulo Guedes, tornado um inútil pela História, em tempo recorde, propôs dar 200 reais mensais para os trabalhadores em quarentena. A Câmara dos Deputados o ignorou e aprovou um projeto de 600 reais, que Bolsonaro teve que engolir em seco.

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Renda mínima, antes que a direita se aproprie do conceito, é uma ideia defendida pelo ex-senador Eduardo Suplicy, do Partido dos Trabalhadores, há pelo menos três décadas.

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