Combater a mentira e o fascismo é vital para a democracia

A sociedade deve estar atenta para se defender do discurso de ódio, que favorece apenas a elite, que lucra com a divisão do País

Ex-presidente Lula em ato com artistas e intelectuais no Rio de Janeiro. Foto Ricardo Stuckert
Ex-presidente Lula em ato com artistas e intelectuais no Rio de Janeiro. Foto Ricardo Stuckert (Foto: Enio Verri)

A despolitização geral oferece espaço para o Brasil ser usado como um laboratório para a instalação de extrema desigualdade social, consentida pela população. Ao mesmo tempo em que o brasileiro médio nutre um sentimento ufanista dos potenciais energéticos da nação, se sente um vira-lata incompetente para gerir os próprios recursos e empresas estratégicas. Admite-se, com a propaganda negativa da elite, entregar a soberania brasileira aos interesses de nações centro de poder. Durante os governos do Partido dos Trabalhadores, as fontes de energia e as empresas foram utilizadas para matar a histórica e indecente fome brasileira e afirmar o Brasil no cenário internacional.

A confusão criada para demonizar o PT e a esquerda em geral é eivada de um discurso de ódio, inoculado diariamente por veículos de comunicação concentrados nas mãos de meia dúzia de famílias. Para o estarrecimento e preocupação geral da sociedade, a pregação do ódio, sem vergonha alguma, ganhou os púlpitos públicos do Congresso Nacional e do Executivo. A emenda do tucano Geraldo Alckmin, que não é um cidadão comum, foi muito pior que o ato falho de legitimar o atentado sofrido pela caravana Lula Pelo Brasil, como resultado do que o PT plantou. É a institucionalização pública do fascismo. É o poder público desferindo ódio, no lugar de argumentos.

O resultado do plantio dos governos Lula e Dilma foi uma lavoura de acesso para 85% da população. A colheita maior foi, entre 2003 e 2012, quando o Brasil saiu do Mapa da Fome, monitorado pela ONU e já tão bem denunciado em "Sertões", de Euclides da Cunha e "Geografia da Fome", de Josué de Castro. Mais de 40 milhões de pessoas passaram a fazer três ou quantas refeições fossem capazes de ingerir. O potencial brasileiro foi utilizado para o País avançar 10 posições e se tornar a 6ª nação mais rica do mundo. Tornou-se membro de um importante bloco econômico, o BRICS cujo capital inicial foi estimado entre US$ 50 a US$ 100 bilhões.

A sociedade está admitindo como verdadeira a mentira de que o PT é o causador das crises política e econômica pela qual passa o Brasil. À população é sonegada a informação que, desde o início da crise mundial de 2008, Lula e Dilma se preocuparam em manter os empregos e, por isso promoveu uma grande desoneração tributária a diversos setores da economia, com o compromisso dos empresários de investirem na competitividade e na criação de empregos. Porém, empresários que não acreditam no Brasil, pegaram o que deixariam de recolher e transformaram em lucro pessoal, aplicado em papel que não produz um sabonete.

Por outro lado, os governos do PT mantiveram todas as obras em andamento, desde a construção de estradas, a usinas hidrelétricas, passando por portos, estaleiros, conjuntos habitacionais e escolas. Para tal, foram utilizadas ferramentas como, Petrobras, Eletrobras, Correios, CEF, Banco do Brasil, BNDES, entre dezenas de outras tão importantes quanto. Quem está destruindo o Brasil e a sua capacidade de se desenvolver e enfrentar turbulências econômicas mundiais é a camarilha Temer. Segundo a imprensa, o ministério de notáveis entreguistas pretende auferir cerca de R$ 30 bilhões com a venda da Eletrobras e da Casa da Moeda. Apenas a Eletrobras vale quase R$ 400 bilhões.

Porém, não é demais lembrar, trata-se de transferir para outra nação a decisão de como se dará o desenvolvimento do Brasil. A elite, por meio de sua caixa de ressonância, convence um povo de baixa autoestima que uma empresa pública, criada em 1962, que está entre as 10 maiores do mundo, com mais de 25 mil funcionários, é deficitária e deve ser entregue ao capital financeiro internacional, cujo único interesse é o lucro imediato. Somente o Estado faz investimentos em áreas onde, num primeiro momento, não dá lucro à empresa. Passando-a para o capital privado está-se abrindo mão da soberania sobre as águas brasileiras.

Enquanto o País é desmantelado e sua economia colocada em frangalhos, a sociedade é bombardeada com a falsa informação de que o atual estado de coisas foi causado pelo PT. Apesar de todos os ataques, a colheita do partido pode ser medida pelo sucesso das caravanas do ex-presidente Lula, abraçado por multidões por onde passou. Quanto ao pequeno, porém deletério grupo de fascistas que atentaram contra as vidas que seguiam na caravana, ele é a colheita das palavras de ódio proferidas por autoridades públicas que não se dão o respeito, amplamente respaldadas pelos veículos de comunicação que sustentam o discurso.

É premente denunciar qualquer manifestação fascista, seja lá de onde ela saia. Como também é necessário e urgente defender o legado dos governos do PT. A sociedade deve estar atenta para se defender do discurso de ódio, que favorece apenas a elite, que lucra com a divisão do País. Os comitês da democracia têm papel fundamental no processo de fornecer à população argumentos sobre os nossos governos e orientar sobre como identificar notícias falsas contra o partido, o Lula e sua família. Essa defesa é fundamental para enfrentar a narrativa da mentira, que perdeu completamente o pudor de se manifestar a partir de lugares públicos.

Conheça a TV 247

Mais de Blog

Ao vivo na TV 247 Youtube 247