Comemorar 31 de março, uma insanidade que ameaça a democracia

Estamos mesmo, jogados num abismo, onde a queda continua nos leva ao medo e ansiedade progressiva; o Brasil vive uma fase de total insanidade, onde a monstruosidade, agora, se faz representada. Os casos de violência contra mulheres, aos pobres nas favelas tem ganhado proporção e um tom de "normalidade " para quem os pratica

Comemorar 31 de março, uma insanidade que ameaça a democracia
Comemorar 31 de março, uma insanidade que ameaça a democracia (Foto: Adriano Machado - Reuters)

Pela primeira vez concordo com uma frase desse (des)governo; seu porta voz, General Otávio Santana do Rêgo Barros, falou em "abismo sem fundo".

"Deixo claro, somente concordo com a frase, não no contexto em que foi utilizada por ele, o General, que se referiu a não aprovação da reforma escravagista."

Mas falando em "abismo sem fundo" o que tenho a dizer é que estamos mesmo, jogados num abismo, onde a queda continua nos leva ao medo e ansiedade progressiva.

O Brasil vive uma fase de total insanidade, onde a monstruosidade, agora, se faz representada. Os casos de violência contra mulheres, aos pobres nas favelas tem ganhado proporção e um tom de "normalidade " para quem os pratica.

A mais nova insanidade e desrespeito vem na comemoração ao 31 de março de 1964.

Conhecida, assinada como ditadura , vulgo "anos de chumbo ", o bolsonarismo que vem definhando o pais propõe tamanha bizarrice.

Torturas, sequestros , assassinatos, perseguição a imprensa, intelectuais e artistas, exílios, desaparecidos, esse é o recheio do bolo da festa do 31 de março.

Mas vindo de um "presidente" que disse ter o livro do torturador Brilhante Ustra em sua cabeceira e que faz elogios a ditadores da historia não é de se estranhar.

Do ponto de vista de qualquer sensatez já ultrapassamos 1000 léguas a barreira do tolerável.

Jair Bolsonaro e sua equipe "destroyer" até agora nada propuseram de construtivo ao país, o que de fato destoaria de sua pessoa e do seu governo.

Pedir para que militares comemorem o 31 de março coloca o Brasil a uma distancia mínima de uma ameaça a democracia. Bolsonaro parece de fato não se importar com sua impopularidade e nem tão pouco com a repercussão de suas falas.

A boca muda da elite indica existir setores que apoiam essa "desgovernancia". O que tememos é que o desgoverno não seja fruto de incompetência, mas, seja o seu objetivo , ou o caminho para se chegar ao regime militar.

Nas palavras de seu porta voz , o 31 de março foi uma ação de proteção ao Brasil, um entendimento entre a sociedade e os militares que temiam a "desordem", chamou de necessário para evitar "ameaça " de um futuro comunista.

Quando percebemos a insistência de Bolsonaro em criminalizar a esquerda, sua obsessão em falar em moralidade, bons costumes e a deturpação dos direitos humanos. Sua proximidade com o conservadorismo apoiado por neopentecostais, devemos ficar atentos! Formar e consolidar de vez uma base de frente de proteção a democracia já passa do tempo.

O grito "Brasil acima de tudo" pode estar travestido de mais um desmembramento do golpe.

Bolsonaro, não inconsciente, pode estar traçando o caminho que leva ao autoritarismo. O fim do estado democrático de direito.

 

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