Como o STF não prende Dudu Malvadeza, que seja o vice de Temer

Em qualquer país, como se fala, 'sério' do mundo, um dr. Cunha qualquer já tinha renunciado, espontaneamente ou a tapa. Mas nossa 'cultura' não sabe o que é isso. O Brasileiro é seletivo na intolerância, parcial no ódio, mas efetivamente discriminador na revolta. O desonesto 'nosso' pode

Brasília - Presidente da Câmara, Eduardo Cunha durante Sessão extraordinária para discussão e votação de diversos projetos (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Brasília - Presidente da Câmara, Eduardo Cunha durante Sessão extraordinária para discussão e votação de diversos projetos (Antonio Cruz/Agência Brasil) (Foto: Jean Menezes de Aguiar)
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Como há algo sinistro, inexplicável e, obviamente suspeitíssimo, no Supremo Tribunal Federal que verdadeiramente impede os drs. ministros de trabalharem no caso criminal do dr. Eduardo Cunha (o que será isso? ou por que será?), cogitam, diz a imprensa, um 'golpinho' no sentido de mantê-lo intocável como presidente da Câmara.

Mas, se o dr. Michel Temer, uma vez assumida a presidência e, num sábado qualquer for comprar umas pomadas Victoria's Secret para sua gatona ali em Ciudad del Este, os drs. ministros do Supremo discutem dr. Cunha não assumir a presidência, e sim dr. Renan Calheiros. Este é só investigado criminalmente, não é réu.

Pode este 'jeitinho' supremal? Está previsto na Constituição da República? Se não estiver isso será um golpinho sobre o dr. Cunha. E aí os anarquistas, bandalheiros, transgressores e malfeitores do pensamento, tipo lindos Nelsons Rogrigues, do país, exigirão: queremos dr. Cunha presidente! Despachando alvoralisticamente; passeando com sua também bela-(ex-globo) e seus óculos de 20 mil reais no carro presidencial. Aí será, indubitavelmente, a ascensão do Brasil-província-allpphavville ao primeiro mundo, Chanel.

Não 'querem' o dr. Cunha na presidência da egrégia e douta Câmara dos Deputados? Então que aguentem o homem, e o risco que isso vai representar. Dr. Eduardo será o Dudu-Malvadeza do século 21, uma reencarnação sem graça de seu antecessor, Toninho.

Que venha Dudu-Malvadeza com tudo que o cargo lhe propiciar.

Quando o Supremo Tribunal Federal cogita em manter dr. Cunha na presidência da Câmara mas discute não permitir que ele assuma a presidência da República – dois Poderes aí, Legislativo e Executivo-, 'rebaixam' o Poder Legislativo. Para a presidência da Câmara, pode. Mas para a presidência do Executivo, não pode.

Não há aí uma discriminação odiosa e um rebaixamento do Legislativo? Pois é.

Quando o mocinho do filme é bobinho e o bandido continua sorrindo, intocável, comece, se você aguentar, a torcer verdadeiramente pelo bandido.

A manutenção de dr. Eduardo na presidência de uma das Casas da República, com a informação das dezenas de milhões de dólares escondidas em contas secretíssimas que só foram descobertas (!) em investigação criminal, é o que impede o Brasil se ser considerado um país sério.

Em qualquer país, como se fala, 'sério' do mundo, um dr. Cunha qualquer já tinha renunciado, espontaneamente ou a tapa. Mas nossa 'cultura' não sabe o que é isso. O Brasileiro é seletivo na intolerância, parcial no ódio, mas efetivamente discriminador na revolta. O desonesto 'nosso' pode.

Dá gosto risonho ver o desconforto comportamental, a crise existencial, e o transtorno psicanalítico em quem, numa mesa elegante de um restaurante qualquer, transborda ódio a Lula e Dilma. Não poder 'ouvir falar o nome'. Aquilo não costuma ser trabalhado em razões; não é elaborado em fundamentos. É crença. Essa gente 'elegante' não se entrega muito a estudo de causas, concausas, consequências e análises. Apenas intolera. É o que no mundo inteiro se chama 'elite', que é o que já subiu, o que gostaria de ter subido, e o que experimentou o gosto de passear pelas nuvens e despencou.

Esses não lutam na rua contra o dr. Cunha. O máximo que fazem é 'reconhecer' que ele também é bandido, como dizem os deputados na 'votação-o-que-foi-aquilo?'.

O Supremo Tribunal Federal está em xeque. O procurador geral da república diz que pediu o afastamento de Cunha em dezembro de 2015. Amanhã praticamente já é maio. Estima-se que grande parte da comunidade jurídica do país esteja pasmada com a inércia do Supremo.

Ou será que os danos causados por Dudu Malvadeza com seu impeachment-raivinha não são o suficiente?

Se é para deixar o circo pegar fogo, que lamba. Dr. Cunha na presidência da república quando dr. Temer for passear. E alguma Iemanjá que nos proteja da temeridade.

Então está combinado: Dudu Malvadeza na presidência da república.

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