Como pode a Justiça atuar com tamanha parcialidade?

'Áudios revelam que Dallagnol interferiu para colocar juiz amigo no lugar de Moro na Lava Jato', afirma o deputado Rogério Correia

(Foto: Reuters | ABr)
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Dallagnol e os procuradores da Lava Jato no Paraná atuaram nos bastidores para interferir na sucessão do ex-juiz Sergio Moro nos processos da operação em primeira instância. A força-tarefa do Ministério Público Federal fez lobby num outro poder, o Judiciário, para garantir que o novo escolhido para a cadeira do então recém-nomeado ministro do governo de Jair Bolsonaro fosse alguém que agradasse aos investigadores. 

As articulações estão explícitas em duas mensagens de áudio do então coordenador da força-tarefa, o procurador Deltan Dallagnol. Nelas e em várias mensagens de texto trocadas pelo Telegram em janeiro de 2019, ele elenca os principais candidatos à vaga de Moro, elege os preferidos da força-tarefa e esboça o plano em andamento para afastar quem poderia “destruir a Lava Jato”. 

“Vou levantar nomes bons e vou convidar quem puder pra irmos estimular rs”, diz Dallagnol no grupo “Filhos de Januário”. 

Um absurdo. Como pode a Justiça atuar com tal parcialidade? A CPI da Lava Jato precisa ser instalada, já que inúmeras irregularidades foram reveladas. O deputado federal Rogério Correia já entrou com um pedido na Câmara. Dallagnol e Moro têm muito a explicar. Chega de impunidade!

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